
O Sindicato dos Bancários de SP reuniu-se com representantes do Itaú para negociar a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e ampliar direitos trabalhistas.
Durante o encontro, a entidade cobrou indenizações maiores para trabalhadores afetados pelo fechamento de agências, além de melhorias no teletrabalho, banco de horas e saúde.
Sindicato cobra ampliação da indenização por demissões
Segundo dados apresentados pelo Itaú, o banco fechou 235 agências entre janeiro e outubro de 2026 e eliminou mais de quatro mil empregos.
Diante desse cenário, o Sindicato reivindicou indenizações maiores e a extensão do benefício aos empregados do Varejo, Digital, segmento Empresas e trabalhadores que pedem demissão.
Além disso, os dirigentes destacaram que os lucros do Itaú permitem ampliar a proteção financeira aos bancários prejudicados pela reestruturação e pelo fechamento de unidades.
Transparência, banco de horas e saúde também estão na pauta
Na negociação do ACT, o Sindicato também exigiu transparência nas avaliações de desempenho, revisão humana dos resultados e participação dos trabalhadores nas decisões sobre compensações.
Além disso, a entidade reivindicou avanços nas condições de saúde, implementação da NR-1 e maior fiscalização sindical sobre os mecanismos de acompanhamento das atividades dos empregados.
Por fim, o Itaú comprometeu-se a apresentar respostas às reivindicações na próxima reunião, enquanto o Sindicato reafirmou sua disposição de defender os direitos da categoria bancária.
Valeska Pincovai, diretora executiva do Sindicato, destacou a importância das negociações:
“A renovação do ACT Macro é fundamental para preservar direitos, ampliar conquistas e garantir instrumentos de proteção diante das mudanças promovidas pelo banco. O Sindicato seguirá cobrando respostas do Itaú e avanços concretos nas negociações, especialmente diante dos impactos da reestruturação e da redução de postos de trabalho sobre os bancários”.
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