Absorvidos nas tarefas prioritárias de mobilizar as pessoas para votarem certo nas eleições, não registramos a divulgação pelo IBGE na taxa de sindicalização em 2025 (8,8%) mantida estável em relação à de 2024 (8,9%).
Recapitulemos: a taxa de sindicalização, que é a porcentagem de trabalhadores sindicalizados em toda a mão de obra empregada, apresentou neste século, no Brasil, uma tendência quase constante à queda (começando com 16% – 18% e caindo sempre, mais aceleradamente após 2016, chegando a 8%) até que, para surpresa de muitos, em 2024 a queda transformou-se em subida, interrompendo o ciclo descendente.
A manutenção em 2025 de praticamente a mesma taxa de 2024 confirma uma possível retomada de vitalidade sindical na recomposição dos participantes.
Vitalidade que foi também manifestada na luta contra a escala 6 x 1, desencadeada a partir das reclamações de um atendente de farmácia, nascido no Tocantins, Rick Azevedo, criador do VAT (Vida Além do Trabalho), eleito pelo PSOL vereador no Rio e agora deputado federal e transformada em PEC pela deputada Erika Hilton.
A justa reivindicação foi encampada pelo Governo e pelo movimento sindical, historicamente favorável à redução da jornada de trabalho sem redução de salários e tornou-se um clamor nacional que teve eco na Câmara Federal e agora no Senado com tanta força que fez até quem era contra votar a favor.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical


