PUBLICADO EM 15 de out de 2026

Vitalidade

Assembleia sindical em Curitiba


Assembleia sindical em Curitiba

Absorvidos nas tarefas prioritárias de mobilizar as pessoas para votarem certo nas eleições, não registramos a divulgação pelo IBGE na taxa de sindicalização em 2025 (8,8%) mantida estável em relação à de 2024 (8,9%).

Leia também:

Centrais denunciam: Flávio não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto

Recapitulemos: a taxa de sindicalização, que é a porcentagem de trabalhadores sindicalizados em toda a mão de obra empregada, apresentou neste século, no Brasil, uma tendência quase constante à queda (começando com 16% – 18% e caindo sempre, mais aceleradamente após 2016, chegando a 8%) até que, para surpresa de muitos, em 2024 a queda transformou-se em subida, interrompendo o ciclo descendente.

A manutenção em 2025 de praticamente a mesma taxa de 2024 confirma uma possível retomada de vitalidade sindical na recomposição dos participantes.

Fim da escala 6×1

Vitalidade que foi também manifestada na luta contra a escala 6 x 1, desencadeada a partir das reclamações de um atendente de farmácia, nascido no Tocantins, Rick Azevedo, criador do VAT (Vida Além do Trabalho), eleito pelo PSOL vereador no Rio e agora deputado federal e transformada em PEC pela deputada Erika Hilton.

A justa reivindicação foi encampada pelo Governo e pelo movimento sindical, historicamente favorável à redução da jornada de trabalho sem redução de salários e tornou-se um clamor nacional que teve eco na Câmara Federal e agora no Senado com tanta força que fez até quem era contra votar a favor.

João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical

Leia também:

Tohu-bohu

Tohu-bohu

ENVIE SEUS COMENTÁRIOS

COLUNISTAS

QUENTINHAS