
Centrais sindicais acompanham votação do fim da 6×1
Representantes das centrais sindicais brasileiras chegaram ao Senado Federal, nesta quarta-feira (14), em Brasília, para acompanhar a votação sobre o fim da escala 6×1.
A mobilização reúne dirigentes sindicais de diferentes categorias profissionais, que defendem a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e mais descanso semanal aos trabalhadores.
Entre os participantes está Luiz Arraes, liderança sindical dos frentistas, além de presidentes de sindicatos e representantes das centrais comprometidas com a defesa dos direitos trabalhistas.
Além disso, a presença das lideranças reforça a articulação nacional do movimento sindical em torno de uma reivindicação histórica da classe trabalhadora brasileira: trabalhar menos.
PEC prevê jornada de 40 horas sem redução salarial
A PEC 221/2019 prevê substituir a escala 6×1 pela 5×2, garantindo dois dias de descanso remunerado e reduzindo gradualmente a jornada semanal de trabalho.
Atualmente, a legislação permite jornadas de até 44 horas semanais, enquanto a proposta estabelece o limite de 40 horas, sem qualquer redução dos salários pagos.
Segundo a Agência Senado, a mudança começaria com a redução para 42 horas semanais, avançando posteriormente para 40 horas, conforme o período de transição previsto.

Mobilização sindical fortalece luta por direitos
Na terça-feira (13), representantes das centrais organizaram uma mobilização conjunta em Brasília para ampliar a participação sindical e acompanhar a tramitação da proposta no Senado.
A iniciativa também fortalece o diálogo com parlamentares e busca garantir os votos necessários para aprovar uma mudança considerada histórica pelas entidades representativas dos trabalhadores brasileiros.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou a possibilidade de acelerar a tramitação mediante aprovação de calendário especial, permitindo duas votações ainda nesta quarta-feira (14).
Entretanto, a aprovação exige pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno, número correspondente a três quintos dos senadores, conforme estabelece a Constituição Federal brasileira atualmente.
Para as centrais sindicais, a redução da jornada representa uma conquista que pode ampliar o tempo destinado à família, ao descanso, à educação e ao lazer.
Assim, dirigentes sindicais acompanham os debates no Senado e defendem a aprovação da PEC como passo fundamental para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
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