A FITIASP e a FTIA Interior rejeitaram a proposta patronal durante a segunda rodada de negociações coletivas do setor plúrimo, realizada em 6 de outubro.
O encontro ocorreu na sede da FITIASP, em São Paulo, e reuniu representantes dos trabalhadores e empresários para discutir a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.
A bancada dos trabalhadores contou com Carlos José Azevedo, pela FITIASP, além de Edson, Marcelo Araújo e representantes dos sindicatos filiados à FTIA Interior.
Por outro lado, participaram representantes patronais do SIMABESP, SICAB e SICONGEL, entidades que representam empresas dos setores de massas, biscoitos, chocolates, balas e alimentos congelados.
Durante a reunião, os empresários alegaram dificuldades econômicas e mudanças nos hábitos de consumo para justificar uma proposta limitada à reposição inflacionária de 3,98% pelo INPC.
Entretanto, os representantes sindicais rejeitaram a oferta por considerá-la insuficiente para recuperar o poder de compra dos trabalhadores e garantir avanços nas condições de trabalho.
Diante disso, a FITIASP e a FTIA Interior apresentaram uma contraproposta que prevê reajuste salarial de 6%, sem teto, além da ampliação dos benefícios sociais.
A pauta também inclui o fim da escala 6×1, reivindicação considerada fundamental para melhorar a qualidade de vida e ampliar o descanso dos trabalhadores da alimentação.
Comparativo das propostas
Proposta patronal rejeitada
-
Reajuste salarial: 3,98% pelo INPC, com teto de R$ 16.951,10.
-
Piso salarial: R$ 2.397,86.
-
Cesta básica: R$ 434,70.
-
Multa pela não realização da PLR: R$ 1.918,28.
-
Demais cláusulas: manutenção das condições previstas na CCT.
Contraproposta da FITIASP e FTIA Interior
-
Reajuste salarial: 6%, sem aplicação de teto.
-
Piso normativo: R$ 2.500,00.
-
Cesta básica: R$ 520,00, com aplicação do mesmo índice de reajuste nas empresas que já pagam valores superiores.
-
Multa pela não realização da PLR: R$ 2.300,00.
-
Alimentação: refeição em refeitório ou vale-refeição de R$ 40,00 para todos.
-
Jornada de trabalho: fim da escala 6×1.
-
Homologação: retorno da homologação presencial obrigatória no sindicato.
-
Atuação sindical: licença remunerada para dirigente sindical, conforme a cláusula 121ª da pauta.
-
Auxílio-creche: reembolso de 30% para filhos de até 5 anos e 11 meses.
-
Demais cláusulas: manutenção dos direitos previstos na CCT.
Encaminhamentos e próximos passos
Ao final da reunião, as bancadas confirmaram a manutenção da data-base em 1º de setembro e estabeleceram encaminhamentos para dar continuidade às negociações coletivas da categoria.
Os representantes patronais assumiram o compromisso de consultar as empresas sobre a contraproposta sindical e apresentar uma resposta até 13 de outubro, indicando a próxima reunião presencial.
Enquanto isso, a FITIASP, a FTIA Interior e os sindicatos filiados manterão os trabalhadores informados sobre as negociações, reforçando a importância da unidade e mobilização sindical.
Leia também: Lu Alckmin destaca papel da Padaria Artesanal na autonomia das mulheres
Lu Alckmin destaca papel da Padaria Artesanal na autonomia das mulheres


