PUBLICADO EM 13 de out de 2026

FITIASP rejeita proposta patronal e cobra reajuste de 6%

FITIASP e FTIA Interior rejeitam proposta patronal e reivindicam reajuste de 6%, valorização dos benefícios e fim da escala 6×1

FITIASP rejeita proposta patronal e cobra reajuste de 6%A FITIASP e a FTIA Interior rejeitaram a proposta patronal durante a segunda rodada de negociações coletivas do setor plúrimo, realizada em 6 de outubro.

O encontro ocorreu na sede da FITIASP, em São Paulo, e reuniu representantes dos trabalhadores e empresários para discutir a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.

A bancada dos trabalhadores contou com Carlos José Azevedo, pela FITIASP, além de Edson, Marcelo Araújo e representantes dos sindicatos filiados à FTIA Interior.

Por outro lado, participaram representantes patronais do SIMABESP, SICAB e SICONGEL, entidades que representam empresas dos setores de massas, biscoitos, chocolates, balas e alimentos congelados.

Durante a reunião, os empresários alegaram dificuldades econômicas e mudanças nos hábitos de consumo para justificar uma proposta limitada à reposição inflacionária de 3,98% pelo INPC.

Entretanto, os representantes sindicais rejeitaram a oferta por considerá-la insuficiente para recuperar o poder de compra dos trabalhadores e garantir avanços nas condições de trabalho.

Diante disso, a FITIASP e a FTIA Interior apresentaram uma contraproposta que prevê reajuste salarial de 6%, sem teto, além da ampliação dos benefícios sociais.

A pauta também inclui o fim da escala 6×1, reivindicação considerada fundamental para melhorar a qualidade de vida e ampliar o descanso dos trabalhadores da alimentação.

Comparativo das propostas

Proposta patronal rejeitada

  • Reajuste salarial: 3,98% pelo INPC, com teto de R$ 16.951,10.

  • Piso salarial: R$ 2.397,86.

  • Cesta básica: R$ 434,70.

  • Multa pela não realização da PLR: R$ 1.918,28.

  • Demais cláusulas: manutenção das condições previstas na CCT.

Contraproposta da FITIASP e FTIA Interior

  • Reajuste salarial: 6%, sem aplicação de teto.

  • Piso normativo: R$ 2.500,00.

  • Cesta básica: R$ 520,00, com aplicação do mesmo índice de reajuste nas empresas que já pagam valores superiores.

  • Multa pela não realização da PLR: R$ 2.300,00.

  • Alimentação: refeição em refeitório ou vale-refeição de R$ 40,00 para todos.

  • Jornada de trabalho: fim da escala 6×1.

  • Homologação: retorno da homologação presencial obrigatória no sindicato.

  • Atuação sindical: licença remunerada para dirigente sindical, conforme a cláusula 121ª da pauta.

  • Auxílio-creche: reembolso de 30% para filhos de até 5 anos e 11 meses.

  • Demais cláusulas: manutenção dos direitos previstos na CCT.

Encaminhamentos e próximos passos

Ao final da reunião, as bancadas confirmaram a manutenção da data-base em 1º de setembro e estabeleceram encaminhamentos para dar continuidade às negociações coletivas da categoria.

Os representantes patronais assumiram o compromisso de consultar as empresas sobre a contraproposta sindical e apresentar uma resposta até 13 de outubro, indicando a próxima reunião presencial.

Enquanto isso, a FITIASP, a FTIA Interior e os sindicatos filiados manterão os trabalhadores informados sobre as negociações, reforçando a importância da unidade e mobilização sindical.

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