PUBLICADO EM 15 de out de 2026

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil

Estudo do DIEESE revela queda histórica no número de jovens sem trabalho e estudo, mas aponta desafios relacionados à renda e desigualdade

DIEESE aponta melhora no mercado de trabalho para jovens – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O número de jovens brasileiros sem trabalho e fora da escola caiu ao menor patamar em dez anos, segundo levantamento divulgado pelo DIEESE em setembro.

De acordo com o estudo, 8,8 milhões de pessoas entre 14 e 29 anos estavam nessa situação no segundo trimestre de 2026, representando 17,9% dessa população.

Além disso, a taxa de desemprego juvenil atingiu 10%, menor índice da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo IBGE.

Jovens cada vez mais ativos no mercado de trabalho

Segundo o DIEESE, a recuperação econômica e o crescimento do emprego formal contribuíram diretamente para reduzir o número de jovens sem trabalho e estudo no país.

Entretanto, o levantamento contesta a expressão “nem-nem” e adota o termo “sem-sem”, destacando que muitos jovens enfrentam dificuldades sociais, econômicas e familiares para conseguir oportunidades profissionais.

Nesse contexto, 60% dos jovens nessa condição procuravam emprego, realizavam atividades domésticas ou frequentavam cursos alternativos. Apenas 2% afirmaram não querer trabalhar naquele período.

Condições de trabalho dos jovens ocupados

Apesar dos avanços, os salários continuam baixos. O rendimento médio dos jovens alcançou R$ 2.459, aproximadamente 32% inferior ao recebido pelos trabalhadores com 30 anos ou mais.

Além disso, 41% dos jovens ocupados recebiam até um salário mínimo, enquanto 48% trabalhavam sob regime celetista, conforme os dados apresentados pelo levantamento do DIEESE.

Mulheres negras enfrentam maiores dificuldades

O estudo também revela desigualdades importantes. Entre as mulheres negras, 27,2% estavam sem trabalho e estudo, percentual superior aos 10,5% registrados entre homens não negros pesquisados.

Por fim, os resultados evidenciam a importância de ampliar oportunidades de emprego, qualificação profissional e políticas públicas que enfrentem desigualdades e valorizem o trabalho da juventude brasileira.

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