PUBLICADO EM 11 de maio de 2026

Fim da escala 6×1: Paulinho da Força fala ao Sintrabor sobre tramitação da PEC

Paulinho da Força tem papel importante na tramitação pelo fim da 6X1 e nas propostas de redução da jornada de trabalho. A pauta está em debate no Congresso Nacional.

Márcio Ferreira e Paulinho da Força conversam sobre o fim da 6X1 e propostas para a redução da jornada de trabalho no Congresso.

Márcio Ferreira e Paulinho da Força conversam sobre o fim da 6X1 e propostas para a redução da jornada de trabalho no Congresso.

A sequência de entrevistas promovida pelo Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo e Região (Sintrabor) sobre o fim da escala 6×1 teve como convidado, nesta segunda-feira (11), o deputado federal pelo Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.

As entrevistas são conduzidas pelo presidente do sindicato, Márcio Ferreira, e buscam ampliar o debate sobre a redução da jornada de trabalho e as propostas em tramitação no Congresso Nacional.

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Durante a conversa, Paulinho explicou que diferentes projetos foram unificados em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), atualmente em tramitação. Segundo ele, a proposta busca incluir na Constituição Federal a redução da jornada de trabalho, medida que exige aprovação de 308 deputados na Câmara e 51 senadores no Senado.

O parlamentar afirmou ainda que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende acelerar a tramitação da matéria, buscando agilizar as sessões para que a votação ocorra rapidamente.

Na Comissão Especial, Paulinho disse que defenderá a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, o fim da escala 6×1 e a adoção da escala 5×2, garantindo que ao menos um dos dias de descanso ocorra no fim de semana. Também defendeu que sindicatos e empresas possam negociar modelos de escala, desde que seja preservado o descanso aos fins de semana.

O deputado destacou ainda a necessidade de apoio do governo para subsidiar parte dos custos da mudança, evitando que o impacto financeiro recaia exclusivamente sobre as empresas.

Apesar disso, Paulinho ponderou que a proposta prevê uma transição gradual. “Redução imediata de 44 para 40 horas, não temos força para aprovar”, afirmou.

Márcio Ferreira ressaltou que a jornada e os modelos de escala podem variar de acordo com o perfil das empresas e os acordos firmados com os sindicatos. Segundo ele, empresas que já adotam jornadas reduzidas e escalas diferenciadas não registraram impactos negativos, o que reforça a viabilidade da proposta.

O presidente do Sintrabor também afirmou que pretende convidar Paulinho novamente para futuros debates sobre política e destacou a importância de levar a discussão sobre a redução da jornada diretamente para dentro das fábricas.

Veja aqui a entrevista:

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