PUBLICADO EM 27 de maio de 2026

Indústria pressiona Senado contra fim da escala 6×1

Indústria pressiona Senado por mudanças na PEC que reduz jornada semanal para 40 horas e acaba com escala 6×1 em discussão na Câmara

Indústria pressiona Senado contra fim da escala 6x1Representantes da indústria intensificaram, nesta terça-feira, a pressão contra a proposta que reduz a jornada semanal e acaba oficialmente com a escala tradicional de trabalho 6×1.

De acordo com a matéria publicada no SBT Brasil, desta terça-feira (26), quatro horas após a apresentação do relatório, lideranças empresariais reuniram-se com o presidente do Senado, defendendo mudanças no texto ainda analisado oficialmente pela Câmara Federal.

A matéria diz ainda que participaram do encontro entidades empresariais, entre elas a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e a Confederação Nacional da Indústria.

Durante a reunião, representantes industriais criticaram a velocidade das discussões sobre a redução da jornada semanal, defendendo debates mais profundos e adequados aos diferentes setores produtivos brasileiros.

Além disso, empresários afirmaram que o prazo previsto para transição entre jornadas seria insuficiente diante das necessidades econômicas atuais enfrentadas pelas empresas nacionais atualmente.

MATÉRIA A PARTIR DE 28m27s

Redução da Jornada

O relatório prevê inicialmente redução da jornada semanal para 42 horas, sessenta dias após promulgação da proposta, avançando posteriormente para quarenta horas anuais oficialmente.

Além disso, o texto estabelece dois dias remunerados de descanso semanal, encerrando definitivamente a escala 6×1 atualmente praticada em diversos segmentos econômicos brasileiros.

A votação do relatório deverá ocorrer nesta quarta-feira na comissão especial da Câmara, após adiamento provocado por pedido de vista apresentado anteriormente pela oposição parlamentar.

Caso aprovada na comissão, a proposta seguirá diretamente ao plenário da Câmara, onde precisará alcançar apoio mínimo de 308 deputados em dois turnos consecutivos.

Somente após eventual aprovação definitiva pelos deputados federais, a proposta iniciará tramitação oficial no Senado, ampliando o debate político sobre mudanças trabalhistas nacionais atualmente.

Mudanças imediatas

Enquanto empresários criticaram o texto, representantes sindicais defendem mudanças imediatas, argumentando que a legislação trabalhista brasileira permanece praticamente inalterada desde oficialmente a Constituição de 1988.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, Juruna, rebateu críticas empresariais e defendeu atualização urgente das normas trabalhistas brasileiras atualmente.

De acordo com Juruna, trabalhadores aguardam mudanças há mais de três décadas, enquanto setores empresariais pressionam contra avanços considerados fundamentais para melhorar condições laborais nacionais atualmente.

“A proposta não possui caráter eleitoral, mas representa necessidade histórica diante das transformações econômicas, produtivas e tecnológicas registradas nas últimas décadas brasileiras”, defendeu o sindicalista.

Durante agenda em Manaus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o acordo político construído na Câmara para acelerar oficialmente o avanço da proposta.

Lula destacou principalmente os impactos positivos para mulheres trabalhadoras, ressaltando que muitas enfrentam dupla jornada entre emprego formal, serviços domésticos e responsabilidades familiares diariamente.

Para o presidente, a aprovação permitirá melhores condições sociais aos trabalhadores brasileiros, garantindo dois dias consecutivos de descanso semanal e maior equilíbrio entre trabalho e vida.

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