PUBLICADO EM 15 de abr de 2026

Conclat 2026: milhares de trabalhadores fazem ato por direitos em Brasília

Mobilização em Brasília reúne milhares de trabalhadores e lideranças sindicais, reforça unidade nacional e destaca propostas por direitos, políticas públicas e combate à violência contra as mulheres

Milhares de trabalhadores fazem grande ato por direitos em Brasília

Milhares de trabalhadores fazem grande ato por direitos em Brasília

Milhares de trabalhadores se reuniram em Brasília nesta quarta-feira, 15, e, desde cedo, ocuparam as ruas para fortalecer a mobilização nacional por direitos sociais.

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O ato começou com a execução do Hino Nacional e, em seguida, lideranças sindicais destacaram a importância da unidade e da participação popular organizada.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula, Guilherme Boulos, parabenizou a mobilização e organização do movimento sindical.

Ampliar conquistas

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, celebrou esse ato como um momento histórico, com trabalhadores de todo o Brasil mobilizados em Brasília.

“Chegamos até aqui graças à unidade das centrais sindicais, que fortalece nossa luta e amplia nossa capacidade de conquista”, destacou Torres.

Ele destacou que o movimento sindical já avançou em diversas pautas, porém alertou que é necessário seguir firme para reforçar esse projeto de país, baseado em empregos, direitos, democracia, soberania e vida digna para todos.

Em sua fala, Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), focou na cidadania. Ele alertou que é preciso acabar com a escala 6×1, que penaliza os trabalhadores.

“Ao mesmo tempo, precisamos conscientizar toda a sociedade sobre a importância dessa luta por condições dignas de trabalho”, alertou o sindicalista.

O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, o movimento sindical está mostrando, com muita clareza, a sua força nas ruas, com unidade, organização e ampla mobilização em todo o país.

“A classe trabalhadora quer avançar, conquistar mais direitos e garantir melhores condições de vida. Escala 6×1 é não! Essa é uma luta justa, necessária e urgente para assegurar dignidade, saúde e equilíbrio entre trabalho e vida para milhões de brasileiros”.

Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, reforçou que o movimento sindical tem um compromisso histórico com o Brasil e, sobretudo, com a classe trabalhadora.

“Nossa luta é por um país mais justo, com desenvolvimento, inclusão social e valorização do trabalho. Precisamos avançar com urgência na redução da jornada, sem redução salarial, garantindo mais qualidade de vida, geração de empregos e distribuição de renda. Essa é uma pauta estratégica para o presente e o futuro do país”, afirmou o líder sindical.

Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), destacou que a unidade das centrais sindicais é fundamental para fortalecer a luta da classe trabalhadora em todo o país.

“Esta atividade simboliza a união das entidades sindicais e a continuidade da mobilização por valorização do trabalho, ampliação de direitos e construção de um projeto de desenvolvimento com justiça social”, afirmou o dirigente sindical.

A presidente da Nova Central (NCST), Sônia Maria Zerino da Silva reforçou que a luta é por mais direitos, com valorização do trabalho e respeito às conquistas históricas da classe trabalhadora.

“Expressamos nosso agradecimento aos trabalhadores e trabalhadoras que seguem firmes, organizados e unidos na luta por justiça social, melhores condições de vida e fortalecimento da democracia”, afirmou Sônia.

Já Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical, afirmou que o dia de hoje entra para a história na luta pela ampliação de direitos sociais e trabalhistas.

“Já conquistamos avanços importantes, como a redução do Imposto de Renda, e agora seguimos mobilizados pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial”, afirmou .

Por fim, José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor ressaltou, em sua fala, que é preciso conquistar muitos avanços para os trabalhadores do setor público.

“É fundamental regulamentar a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho, garantindo o direito de greve e a negociação coletiva dos servidores”, afirmou o dirigente sindical.

Marcha da Classe Trabalhadora. Milhares de trabalhadores lançam a nova pauta de reivindicações em Brasília.

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Unidade sindical fortalece negociações

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que a unidade amplia a capacidade de negociação e fortalece conquistas trabalhistas.

Da mesma forma, Álvaro Egea, da CSB, defendeu a ampliação de direitos e, além disso, repudiou firmemente qualquer forma de violência contra as mulheres.

Em seguida, Clemente Ganz, do Fórum das Centrais Sindicais, explicou que a pauta trabalhista impulsiona o crescimento econômico e fortalece o desenvolvimento sustentável nacional.

Além disso, José Reginaldo Inácio, da Nova Central, afirmou que esse exercício de luta fortalece o movimento sindical e amplia a mobilização coletiva.

Conclat define rumos e políticas públicas

Os dirigentes destacaram que a mobilização representa momento estratégico para pressionar avanços concretos nas políticas públicas e sociais em todo o país. E reafirmaram compromisso com empregos, direitos, democracia e vida digna e, assim, consolidaram a pauta unificada como instrumento central de mobilização nacional.

Após a CONCLAT, as centrais sindicais realizaram uma marcha até a Praça dos Três Poderes, em Brasília, reunindo milhares de trabalhadores.

Durante o percurso, dirigentes sindicais e trabalhadores levantaram bandeiras e palavras de ordem, enquanto apresentaram propostas da pauta unificada para avançar em empregos, direitos e dignidade.

O Ato seguirá com a entrega da Pauta da Classe Trabalhadora ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O documento reúne as prioridades para o próximo quadriênio e servirá de base para as ações e reivindicações sindicais.

No vídeo, imagens aéreas do ato em Brasília

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