
Amplos setores do movimento sindical intensificaram, nos últimos dias, a participação na campanha pela reeleição do presidente Lula, mobilizando dirigentes, entidades e trabalhadores pelo País.
Além do Fórum das Centrais Sindicais, federações e sindicatos organizam grupos para pedir votos nas portas das fábricas e diferentes locais de grande concentração popular.
Nesse sentido, presidentes das centrais sindicais se reunirão nesta quarta-feira, 16, na sede da União Geral dos Trabalhadores, localizada no centro da capital paulista.
Durante o encontro, as lideranças pretendem organizar grupos de ativistas para desenvolver campanha nas ruas, fábricas, terminais de transporte e outros pontos estratégicos das cidades.
Além disso, as centrais discutirão estratégias para enfrentar a atuação da direita nas redes sociais, considerada uma preocupação pelo movimento sindical durante a atual campanha eleitoral.
Para Miguel Torres, presidente da Força Sindical, a campanha precisa comparar os resultados dos governos Bolsonaro e Lula, destacando diferenças econômicas, sociais e trabalhistas existentes.
“Não podemos esquecer a fila do osso, o preço da gasolina, a reforma da Previdência e as valas das centenas de milhares de mortos pela Covid-19 durante o governo do pai do outro candidato”.
Ao mesmo tempo, Miguel defende apresentar os avanços registrados durante o atual governo, especialmente aqueles relacionados diretamente às condições sociais e econômicas dos trabalhadores brasileiros.
“O Brasil saiu do mapa da fome, o desemprego é o menor da série, o salário mínimo voltou a ter aumentos reais e o próprio Lula se empenha para aprovar o fim da escala 6×1 e a redução da jornada pra 40 horas semanais”.
Segundo o dirigente, o movimento sindical participou diretamente de muitas dessas conquistas e mantém mobilização permanente por novas medidas destinadas a melhorar as condições dos trabalhadores brasileiros.
Fórum das Centrais reforça mobilização eleitoral
Clemente Ganz Lúcio, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, também defende que as entidades apresentem aos trabalhadores as diferenças existentes entre os projetos políticos atualmente disputados.
Para Clemente:
“é preciso mostrar aos brasileiros quem é Flávio Bolsonaro, o que ele de fato representa em termos de costumes políticos e falar de suas ligações com áreas do crime, desde as milícias até o relacionamento com o Banco Master, uma entidade envolvida em ações criminosas”.
Além das críticas ao adversário, Clemente defende que sindicalistas apresentem resultados do terceiro governo Lula e destaquem medidas econômicas e sociais implementadas durante o atual mandato.
Segundo Clemente, “o Lula 3 é um governo de ganhos para os brasileiros, como a retirada do País de 30 milhões em situação de fome, a isenção do imposto de renda pra quem tem salário de até R$ 5 mil e os aumentos reais no salário mínimo”.
Além disso, ele recomenda destacar “o apoio efetivo do governo Lula pelo fim da escala 6×1 e redução da jornada pra 40 horas semanais” durante mobilizações eleitorais.
Assim, centrais, federações e sindicatos pretendem ampliar a presença nas ruas e redes sociais, buscando dialogar diretamente com trabalhadores sobre propostas, conquistas e direitos sociais.
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