PUBLICADO EM 14 de set de 2026

SINTETEL rejeita proposta da Vivo e cobra avanços no ACT

SINTETEL rejeita proposta da Vivo, critica precarizações e cobra aumento real, isonomia, fim da escala 6×1 e avanços no ACT 2026

O SINTETEL e a Comissão de Negociação da FENATTEL rejeitaram nova proposta apresentada pela Vivo durante a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho de 2026.

Na quinta-feira, 10 de setembro, representantes sindicais reuniram-se com a empresa para discutir avanços econômicos, benefícios, jornada e demais condições dos trabalhadores diretamente da Vivo.

Entretanto, a empresa propôs reajuste salarial de 3,5% do INPC, além de abono correspondente a 60% do salário nominal de agosto, pago em dezembro próximo.

Além disso, a Vivo ofereceu reajuste de 2% no VR/VA dos trabalhadores administrativos, enquanto propôs 3,5% para os empregados dos demais segmentos da empresa brasileira.

Para os demais benefícios, a companhia apresentou reajuste de 3,5% do INPC e propôs manter as atuais condições previstas nas outras cláusulas do acordo coletivo.

Porém, outro ponto provocou reação sindical: a Vivo pretende considerar o domingo dia normal para trabalhadores de campo, eliminando o pagamento adicional de horas extras.

“A proposta patronal foi prontamente rejeitada pela bancada sindical.”

A representação dos trabalhadores considera que as negociações envolvem valorização, remuneração e melhores condições de trabalho.

Segundo o Sindicato, uma empresa do porte da Vivo possui condições para apresentar proposta capaz de reconhecer o esforço e a produtividade dos seus empregados.

Além disso, o SINTETEL avalia que transformar domingos em dias normais, sem remuneração correspondente, reduz o valor do descanso e precariza as relações de trabalho.

Da mesma forma, a entidade critica reajustes diferenciados nos benefícios, porque essa medida prejudica determinados segmentos e contraria princípios de valorização e isonomia entre trabalhadores.

Diante disso, os sindicatos apresentaram contraproposta com reivindicações destinadas a garantir avanços concretos no ACT, incluindo vigência de dois anos e negociação econômica em 2027.

A pauta sindical também reivindica reajuste salarial pelo INPC com aumento real, isonomia nos benefícios e PPR para todos, além do fim da escala 6×1.

Além disso, os representantes defendem o fim do banco de horas, ampliação do acompanhamento médico dos filhos e fornecimento de celulares aos trabalhadores da empresa.

Os sindicatos também reivindicam pagamento do auxílio-aluguel de automóvel durante as férias e adequação dos salários dos supervisores de campo, entre outras demandas da rodada negocial.

Por fim, SINTETEL e FENATTEL afirmam que permanecerão mobilizados nas negociações e não aceitarão Acordo Coletivo que represente retrocessos ou retirada de direitos dos trabalhadores.

Representantes da Vivo comprometeram-se a analisar as reivindicações sindicais para buscar avanços na próxima rodada de negociação, prevista para 22 e 23 de setembro de 2026.

Leia também: Força Sindical reúne dirigentes e debate cenário político

Força Sindical reúne dirigentes e debate cenário político

ENVIE SEUS COMENTÁRIOS

COLUNISTAS

QUENTINHAS