
Lideranças das centrais sindicais se reúnem com o senador Otto Alencar e reforçam a defesa da redução da jornada e do fim da escala 6×1
Lideranças das centrais sindicais intensificaram, nesta terça-feira, 1º de setembro, a articulação no Senado pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1.
Durante a mobilização, dirigentes percorreram gabinetes e conversaram com senadores para ampliar o apoio à proposta, considerada prioridade pelo movimento sindical nesta semana decisiva.
Entre os parlamentares procurados estavam Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Omar Aziz, relator da proposta, e o senador Renan Calheiros.
Além disso, representantes sindicais apresentaram argumentos favoráveis às 40 horas semanais, sem redução salarial, e defenderam dois dias de descanso remunerado para trabalhadores brasileiros.
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, participou das articulações no Senado e reforçou a necessidade de manter trabalhadores e entidades mobilizados durante toda tramitação.
“Isso está nas nossas mãos, está na nossa mobilização. A nossa mobilização tem que continuar até o final da votação no Senado Federal”, afirmou Miguel.

Dirigentes das centrais sindicais conversam com o senador Omar Aziz, relator da proposta, sobre as 40 horas semanais e o fim da escala 6×1
Omar Aziz apresenta cenário da votação
Durante encontro com as centrais, Omar Aziz apresentou informações sobre a tramitação e reafirmou expectativa favorável para análise da proposta pela Comissão de Constituição e Justiça.
O relator manteve o conteúdo aprovado anteriormente pela Câmara, evitando mudanças no mérito que poderiam obrigar o retorno da proposta para nova apreciação dos deputados.
Além disso, Aziz informou às lideranças sindicais que existem votos suficientes para aprovar seu relatório na CCJ, apesar das possíveis estratégias destinadas a retardar votação.
A proposta aparece entre os primeiros itens da pauta da comissão nesta quarta-feira, 2 de setembro, quando senadores deverão analisar o parecer apresentado pelo relator.
Entretanto, um eventual pedido de vista poderá interromper temporariamente a análise, embora exista possibilidade de acordo entre senadores para reduzir significativamente esse período regimental.
Nesse cenário, Otto Alencar poderá conduzir as negociações dentro da CCJ e estabelecer prazo menor para eventual pedido, permitindo posteriormente a retomada da análise.

Lideranças sindicais intensificam articulação no Senado Federal para garantir apoio às 40 horas semanais, sem redução salarial, e ao fim da escala 6×1
O presidente da CUT, Sergio Nobre, também reforçou a importância da unidade sindical e convocou trabalhadores a intensificarem a mobilização durante esta semana decisiva.
Além disso, Nobre alertou que representantes empresariais também atuam junto aos parlamentares e, portanto, defendeu participação ainda maior dos trabalhadores na mobilização nacional.
“Por isso é importante que cada um de nós se engaje na mobilização essa semana pra pressionar os senadores”, declarou o presidente nacional da CUT.
Para Nobre, a redução da jornada e o fim da escala 6×1 representam uma conquista histórica capaz de melhorar significativamente a vida dos trabalhadores brasileiros.
“A gente sempre disse que o trabalho é importante na vida de qualquer pessoa, mas a gente tem que trabalhar pra viver e não viver pra trabalhar”, destacou.
“Eu estou convencido de que será uma grande vitória que vai marcar nossa trajetória” – Sérgio Nobre, presidente da CUT
Centrais ampliam diálogo com senadores
Durante os encontros, dirigentes sindicais defenderam a aprovação da proposta e destacaram que a redução da jornada representa uma reivindicação histórica dos trabalhadores brasileiros.
Nesse sentido, as centrais reforçaram a importância do diálogo com os senadores para consolidar votos favoráveis e impedir possíveis iniciativas destinadas a atrasar a tramitação.
O presidente da CTB, Adilson Araújo, avaliou positivamente as conversas realizadas e destacou a unidade construída pelas centrais sindicais em torno dessa reivindicação histórica.
“Saímos dessas reuniões com uma expectativa positiva. Há uma mobilização muito forte e unitária de todas as centrais sindicais para que a PEC seja aprovada na CCJ e siga imediatamente para o plenário do Senado”, afirmou Adilson.
Da mesma forma, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, diretor de Relações Institucionais da NCST, destacou o trabalho desenvolvido pelas entidades diretamente nos gabinetes dos parlamentares.
“Nós estamos aqui no Senado Federal […] fazendo um trabalho de convencimento aos senadores, porque amanhã será votado o fim da 6×1. Estamos tendo uma repercussão muito positiva”, declarou.
Em seguida, o dirigente destacou os encontros realizados: “Já estivemos com o senador Otto Alencar, com o senador Omar Aziz, fomos recebidos pelo senador Renan Calheiros”.
Patah defende esforço concentrado no Senado
O presidente da UGT, Ricardo Patah, também participou das articulações e destacou que as centrais precisarão intensificar ainda mais a mobilização durante a tramitação.
“Creio que a votação da matéria na CCJ não terá atropelos. Porém, no plenário a situação não é a mesma, exigindo da nossa parte um superesforço concentrado no Senado”, afirmou Patah.
Além disso, o dirigente defendeu uma atuação permanente das entidades junto aos parlamentares, buscando ampliar o apoio necessário para garantir a aprovação definitiva da proposta.
Segundo Patah, esse trabalho precisa ocorrer “sem agressividade, mas com persistência e vigor”, mantendo o diálogo com os senadores durante esta etapa considerada decisiva pelas centrais.
“A hora de pôr pra votar é agora, antes das eleições em outubro”, reforçou o presidente da UGT ao defender rapidez na tramitação da proposta.

Representantes das centrais sindicais se reúnem com o senador Renan Calheiros e buscam apoio para avançar com a redução da jornada e o fim da escala 6×1
Mobilização busca garantir avanço da proposta
Para Miguel Torres, a redução da jornada representa uma reivindicação histórica diretamente relacionada à qualidade de vida, descanso, saúde e maior convivência familiar dos trabalhadores brasileiros.
“Essa luta significa mais qualidade de vida, mais tempo para a família, descanso e dignidade. Precisamos manter a mobilização e a pressão”, declarou Miguel Torres.
Além disso, as centrais defendem que eventual aprovação na CCJ seja seguida rapidamente pela análise da proposta no plenário do Senado, mantendo o movimento mobilizado.
Nesse cenário, dirigentes consideram fundamental ampliar as conversas com parlamentares de diferentes partidos para construir os votos necessários e garantir o avanço da reivindicação trabalhista.
Por isso, Miguel Torres reforçou que sindicatos e trabalhadores precisam permanecer mobilizados durante todas as etapas, cobrando dos senadores apoio à redução da jornada de trabalho.
“A luta faz a lei. Esse é um dia histórico em todo o território nacional”, afirmou Miguel, ao destacar a força da mobilização organizada pelos trabalhadores.
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