O Sindicato dos Frentistas do Rio de Janeiro (Sinpospetro-RJ) vem a público repudiar veementemente o anúncio do aumento da tarifa do Bilhete Único Intermunicipal feito pelo Governo do Estado.O governo justifica a medida como necessária para cobrir o crescimento dos “custos operacionais” e buscar o “equilíbrio financeiro” do sistema.
No entanto, essa explicação não se sustenta diante da realidade vivenciada pelos usuários.
Os serviços de trens, ônibus, metrô e barcas que compõem o sistema intermunicipal continuam precários, superlotados e sem oferecer a qualidade mínima que justifique um reajuste de tal magnitude.
Os principais afetados por esse “tarifaço” são justamente os trabalhadores de baixa renda que residem longe dos seus locais de trabalho e dependem de múltiplos modais de transporte, inclusive muitos membros da categoria dos frentistas.
Moradores dos municípios mais longínquos da Baixada Fluminense, como Queimados e Nova Iguaçu, por exemplo, chegam a gastar mais de duas horas em um único trajeto, acumulando cerca de 20 horas semanais apenas no deslocamento entre casa e trabalho.
“É inaceitável que o estado, que já cobra a tarifa de metrô mais cara do país, insista em jogar nas costas dos trabalhadores o custo de uma crise que não foi provocada por nós. Enquanto os custos operacionais são usados para justificar aumentos, a qualidade do serviço oferecido continua a ser de péssimo nível. Serviço precário não combina com tarifa de transporte de luxo”, dispara o presidente do Sinpospetro-RJ e da Federação Nacional dos Frentistas, Eusébio Pinto Neto.
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