PUBLICADO EM 02 de jun de 2026

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve

Trabalhadores da construção pesada da Bahia mantêm greve por tempo indeterminado. Entenda o motivo e as reivindicações da categoria.

A greve dos trabalhadores da construção pesada na Bahia é um movimento importante por melhores condições. Foto: Facebook Força Sindical Bahia

A greve dos trabalhadores da construção pesada na Bahia é um movimento importante por melhores condições. Foto: Facebook Força Sindical Bahia

Os trabalhadores e trabalhadoras da construção pesada da Bahia mantêm a greve por tempo indeterminado aprovada em Assembleia Geral realizada na segunda-feira (1º), na Praça do Campo da Pólvora, em Salvador.

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A paralisação foi deflagrada pelo Sindicato da Construção Pesada (Sintepav) após a categoria rejeitar a condução das negociações salariais e a falta de uma proposta considerada satisfatória para atender às reivindicações dos trabalhadores.

A informação foi divulgada nas redes sociais da Força Sindical Bahia, do Sintepav-BA e do dirigente sindical Bebeto Galvão. Segundo as entidades, diversas tentativas de diálogo foram realizadas antes da decisão pela greve.

“Após diversas tentativas de diálogo, os trabalhadores e trabalhadoras decidiram mostrar sua força e unidade em defesa de seus direitos e de condições dignas de trabalho”, destacou a publicação da Força Sindical Bahia.

Proposta apresentada está distante das expectativas

Gazo e Bebeto em assembleia com trabalhadore da construção pesada da Bahia. Facebook Força Sindical Bahia

Em mensagem divulgada nesta terça-feira (2), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav-BA), Irailson Gazo, afirmou que a greve segue mobilizando trabalhadores em canteiros de obras de todo o estado.

“Nossa greve permanece. Foi deflagrada ontem e nossa turma está percorrendo os canteiros de obras em todo o estado da Bahia para garantir a manutenção do movimento e fortalecer a luta por mais direitos na negociação com o sindicato patronal”, afirmou.

Segundo o dirigente, uma nova proposta foi apresentada pelo setor patronal, mas ainda está distante das expectativas da categoria.

“Tivemos uma nova proposta para apreciação, para verificar se conseguimos pôr fim ao movimento paredista. Mas, na nossa opinião, ela ainda está distante. Essa proposta precisa melhorar muito mais”, declarou Irailson Gazo.

O presidente do Sintepav-BA também atribuiu o impasse à postura dos empregadores e convocou os trabalhadores a permanecerem mobilizados.

“Devido à intransigência patronal, seguimos dispostos a negociar. O que pedimos é que toda a categoria continue firme na luta, porque só juntos venceremos essa batalha”, ressaltou.

Uma nova assembleia está convocada para esta quarta-feira (3), às 7 horas da manhã. O encontro servirá para avaliar o andamento das negociações e deliberar sobre os próximos passos do movimento.

“Quando não há respeito à mesa de negociação, a luta se fortalece na organização da classe trabalhadora”, afirma a mensagem divulgada pela Força Sindical Bahia.

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