
Os metalúrgicos da Retin, em São José dos Campos, conquistaram reajuste no vale-alimentação após greve de 24 horas organizada pelo Sindicato nesta semana mobilizada.
Inicialmente, a empresa ofereceu aumento considerado insuficiente pelos trabalhadores. Entretanto, a categoria rejeitou duas propostas anteriores e aprovou paralisação para pressionar negociações salariais.
Após a mobilização iniciada sexta-feira, a Retin retomou negociações com representantes sindicais. Posteriormente, apresentou contraproposta aprovada em assembleia realizada nesta terça-feira pelos trabalhadores.
Pelo acordo firmado, o vale-alimentação subirá de R$ 250 para R$ 330 mensais durante três meses. Depois, o benefício alcançará R$ 350 mensais definitivos.
Com isso, o reajuste total conquistado pelos trabalhadores chega a 40%. Atualmente, a Retin atua no setor de autopeças e emprega aproximadamente 65 funcionários locais.
A diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Fatima Silva, destacou que a mobilização garantiu avanços importantes.
De acordo com ela, os trabalhadores rejeitaram propostas insuficientes e fortaleceram coletivamente a reivindicação apresentada.
“Os trabalhadores da Retin estão de parabéns. A fábrica começou a negociação oferecendo só R$ 9,75 de reajuste. Os metalúrgicos rejeitaram a proposta vergonhosa e aprovaram aviso de greve. Com uma contraproposta ainda insuficiente, eles decidiram cumprir o aviso e fizeram a greve que pressionou a empresa a atender à reivindicação”, explica a diretora do Sindicato Fatima Silva.
Igainox
Enquanto isso, trabalhadores da Igainox/Igasol, em Caçapava, também discutiram reajustes no vale-alimentação. Contudo, rejeitaram duas propostas apresentadas pela empresa durante assembleia realizada terça-feira.
A empresa ofereceu vale-alimentação de R$ 310 imediatos ou R$ 330 somente setembro. Entretanto, os trabalhadores consideraram os valores insuficientes diante reivindicações apresentadas anteriormente.
De acordo com o diretor Arthur Cezário dos Santos, a mobilização continuará até nova negociação. Atualmente, a Igainox emprega cerca de 90 trabalhadores no município paulista.
“Os companheiros da Igainox estão descontentes com os valores apresentados. O Sindicato já pediu nova negociação com a empresa. A mobilização continua até que a fábrica atenda à reivindicação”, disse o diretor Arthur Cezário dos Santos.
Para o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, as mobilizações recentes demonstram fortalecimento da organização coletiva na luta por melhores condições salariais e benefícios.
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