
Força Sindical critica corte da Selic e cobra redução maior
A Força Sindical criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada nesta quarta-feira (5), de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.
De acordo com a Central, a medida produz impacto limitado sobre a economia brasileira e frustra as expectativas do setor produtivo.
Em nota oficial, a Direção Nacional da Força Sindical afirmou que o Banco Central perdeu uma oportunidade importante para impulsionar o crescimento econômico, fortalecer a produção nacional e ampliar a geração de empregos.
Além disso, a entidade classificou a redução anunciada como um simples “ajustinho econômico”.
Para a Central, a manutenção dos juros em níveis elevados favorece interesses do mercado financeiro e prejudica trabalhadores, empresários e consumidores.
Conforme destaca o documento, o custo elevado do crédito reduz o consumo das famílias, dificulta investimentos produtivos e compromete o desenvolvimento econômico.
A nota também ressalta que juros elevados concentram renda nas mãos de banqueiros e especuladores, enquanto encarecem financiamentos destinados ao consumo e aos investimentos.
Dessa forma, a Força Sindical defende uma política monetária capaz de estimular a atividade econômica e ampliar oportunidades de emprego.
“O Banco Central continua se curvando aos interesses dos especuladores, mantendo a taxa em 14% ao ano”, afirma a nota assinada pelo presidente da Força Sindical, Miguel Torres.
Segundo a entidade, o país não conseguirá enfrentar seus desafios econômicos mantendo juros em patamares considerados excessivamente elevados.
Leia a seguir a nota na íntegra:
NOTA SOBRE A TAXA SELIC
A Direção Nacional da Força Sindical divulgou hoje, 5 de agosto de 2026, a seguinte nota sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom):
A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros anunciada hoje pelo Copom é apenas um “ajustinho econômico”, que produz impacto muito limitado sobre a economia.
Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar mais a economia.
Infelizmente, o Banco Central continua se curvando aos interesses dos especuladores, mantendo a taxa em 14% ao ano.
É importante destacar que não é possível enfrentar os desafios da economia com juros em patamares tão elevados.
Juros estratosféricos representam um mecanismo de concentração de renda nas mãos de banqueiros e especuladores. O governo precisa compreender que taxas de juros elevadas encarecem o crédito para o consumo e para os investimentos, além de reduzir a renda da população.
Essa política de juros altos também diminui a capacidade de consumo das famílias, enfraquece a confiança dos empresários e desestimula os investimentos, comprometendo o crescimento econômico e a geração de empregos.
Vale ressaltar que a redução da taxa básica de juros é uma reivindicação histórica dos trabalhadores brasileiros.
São Paulo, 5 de agosto de 2026
Miguel Torres
Presidente da Força Sindical


