
CUT repudia repressão contra garis em Vila Velha
A CUT repudiou, nesta segunda-feira, a ação da Guarda Municipal de Vila Velha contra trabalhadores da limpeza pública durante manifestação sindical pacífica no Espírito.
Além disso, a central sindical classificou como antidemocrática a condução da presidenta Evani Baiana algemada ao departamento policial após protesto trabalhista legítimo em Vila Velha.
Segundo a CUT, entretanto, a criminalização das mobilizações revela postura autoritária da administração municipal, prejudica trabalhadores terceirizados e enfraquece direitos constitucionais fundamentais no país democrático.
Posteriormente, a entidade exigiu apuração imediata das agressões, responsabilização dos envolvidos e regularização urgente dos salários atrasados reivindicados pelos trabalhadores terceirizados da limpeza pública capixaba.
Por fim, a CUT reafirmou solidariedade ao Sindilimpe-ES, anunciou medidas jurídicas cabíveis e defendeu liberdade sindical, diálogo democrático e respeito permanente aos trabalhadores brasileiros organizados.
Leia a nota na íntegra:
Nota de repúdio – A luta sindical não é caso de polícia
A Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasil manifesta seu mais profundo e veemente repúdio à ação truculenta, covarde e antidemocrática perpetrada pela Guarda Municipal de Vila Velha (ES) contra as trabalhadoras e trabalhadores da limpeza pública, representados pelo Sindilimpe-ES – Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores em empresas prestadoras de serviços de asseio, conservação, limpeza pública urbana e privada, conservação de áreas verdes, aterros sanitários e transbordo e de prestação de serviços em portarias e recepções no Estado do Espírito Santo.
É inadmissível e causa profunda indignação que, em pleno regime democrático, o exercício legítimo da atividade sindical seja tratado como caso de polícia. A condução da presidenta do Sindilimpe-ES, Evani Baiana, algemada e levada ao 2º Departamento de Polícia Judiciária por liderar uma manifestação pacífica e legítima em defesa de salários atrasados, é uma afronta não apenas à categoria, mas a todo o movimento sindical brasileiro e aos direitos humanos fundamentais.
A tentativa de criminalizar a luta por direitos básicos, como o recebimento de salários por serviços já prestados, revela um viés autoritário e uma gestão pública incapaz de dialogar. O uso da força bruta e de algemas contra uma liderança sindical é um ato de brutalidade desproporcional que visa intimidar a classe trabalhadora e silenciar quem ousa denunciar a inadimplência de empresas contratadas pela Prefeitura de Vila Velha sob a gestão de Arnaldinho Borgo.
A CUT Brasil reafirma que a luta sindical é direito constitucional. Tratar trabalhadoras e trabalhadores que lutam pelo pão de suas famílias com cassetetes e algemas é uma vergonha institucional que não será tolerada. A responsabilidade política e administrativa por este episódio recai diretamente sobre a administração municipal, que prefere a repressão policial à garantia do cumprimento dos contratos e dos direitos laborais,e ao diálogo democrático com as organizações sindicais.
Exigimos a imediata apuração e responsabilização dos envolvidos nesta agressão, bem como a regularização urgente dos pagamentos devidos aos trabalhadores. A CUT Brasil se solidariza integralmente com a companheira Evani Baiana e com o Sindilimpe-ES, e comunica que acionará todas as instâncias necessárias para que esse ataque à liberdade sindical não passe impune.
A CUT Brasil seguirá lutando contra todas as formas de truculência e não permitiremos que a nossa luta não seja algemada! Exigimos a imediata apuração e responsabilização dos envolvidos nesta agressão, bem como a regularização urgente dos pagamentos devidos aos trabalhadores. A CUT Brasil se solidariza integralmente com a companheira Evani Baiana e com o Sindilimpe-ES, e comunica que acionará todasas instâncias necessárias para que esse ataque à liberdade sindical não passe impune.
São Paulo, 11 de maio de 2026
Direção Executiva Nacional da CUT
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