
Construção Civil fecha acordo e evita greve geral
Após anunciar a deflagração de uma greve geral da construção civil a partir de 20 de maio, o presidente do Sintracon-SP, Antonio Ramalho, informou que a categoria chegou a um acordo nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho.
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Dias antes, Ramalho havia endurecido o discurso contra o setor patronal diante da ausência de proposta para a campanha salarial deste ano. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o dirigente afirmou que a paralisação seria necessária para pressionar os empresários a avançarem nas negociações e garantirem aumento real para os trabalhadores.
Segundo ele, após meses de negociação e reuniões entre representantes sindicais e patronais, os empregadores apresentaram proposta considerada insuficiente e chegaram a cogitar a retirada de benefícios históricos da categoria, como café da manhã, lanche da tarde, vale-alimentação, seguro de vida, atendimento do Seconci e pagamento de 60% nas horas extras.
Aumento real
Após a pressão, a Convenção Coletiva foi fechada com reajuste salarial de 5,15%, índice que representa mais de 1% de aumento real acima da inflação, além da manutenção dos direitos já conquistados pelos trabalhadores da construção civil.
“Eu sei que os trabalhadores esperavam muito mais. Eu também, mas é o que conseguimos e vamos continuar lutando”, afirmou o dirigente sindical.
Ao comentar o desfecho das negociações, Ramalho também ressaltou a importância da mobilização da categoria durante a campanha salarial.
“Quero chamar a atenção para que possamos continuar a luta. Como diz o ditado, “a luta faz a lei. Estamos juntos!”, declarou.
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