PUBLICADO EM 09 de jun de 2026

Fifa eleva preços e transforma Copa em negócio bilionário

FIFA aumenta ingressos da Copa de 2026 em até 22 vezes e projeta arrecadação de R$ 15,7 bilhões com bilheteria e hospitalidade

Fifa eleva preços e transforma Copa em negócio bilionário

A Copa do Mundo de 2026 promete recordes dentro e fora dos gramados. Com ingressos até 22 vezes mais caros, a FIFA aposta em uma arrecadação bilionária, enquanto torcedores discutem os limites entre paixão e acessibilidade no futebol mundial

A FIFA ampliou significativamente os preços dos ingressos da Copa do Mundo de 2026 e projetou arrecadar R$ 15,7 bilhões com bilheteria e hospitalidade. A estratégia prioriza receitas recordes.

Além disso, a entidade adotou preços dinâmicos para partidas realizadas nos Estados Unidos. Com isso, os valores variam conforme demanda, mercado e interesse dos torcedores.

De acordo com o presidente da FIFA, “temos que olhar para o mercado”. Dessa forma, a organização justificou os reajustes pelo potencial econômico do entretenimento norte-americano.

Os aumentos atingiram níveis históricos. Para alguns jogos da Seleção Brasileira, ingressos que custavam cerca de US$ 79 na Copa do Catar chegaram a US$ 1.740.

Consequentemente, determinados bilhetes ficaram até 22 vezes mais caros do que os praticados na edição anterior. A mudança provocou críticas entre torcedores.

Multiplicar ganhos

A FIFA também espera multiplicar seus ganhos. A previsão indica receita seis vezes superior à obtida com ingressos e hospitalidade durante o Mundial disputado no Catar.

Por outro lado, a procura continua elevada. A entidade informou anteriormente ter recebido aproximadamente 150 milhões de solicitações de ingressos para o torneio.

Enquanto a Copa de 2026 reunirá 48 seleções em Estados Unidos, México e Canadá, o debate sobre acessibilidade cresce entre fãs.

Esporte popular?

Especialistas avaliam que a política comercial reforça a transformação do futebol em um produto global premium. Entretanto, muitos torcedores temem exclusão financeira crescente.

Assim, a Copa mais lucrativa da história também pode se tornar uma das menos acessíveis para parte do público tradicional do futebol.

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