
A Copa do Mundo de 2026 promete recordes dentro e fora dos gramados. Com ingressos até 22 vezes mais caros, a FIFA aposta em uma arrecadação bilionária, enquanto torcedores discutem os limites entre paixão e acessibilidade no futebol mundial
A FIFA ampliou significativamente os preços dos ingressos da Copa do Mundo de 2026 e projetou arrecadar R$ 15,7 bilhões com bilheteria e hospitalidade. A estratégia prioriza receitas recordes.
Além disso, a entidade adotou preços dinâmicos para partidas realizadas nos Estados Unidos. Com isso, os valores variam conforme demanda, mercado e interesse dos torcedores.
De acordo com o presidente da FIFA, “temos que olhar para o mercado”. Dessa forma, a organização justificou os reajustes pelo potencial econômico do entretenimento norte-americano.
Os aumentos atingiram níveis históricos. Para alguns jogos da Seleção Brasileira, ingressos que custavam cerca de US$ 79 na Copa do Catar chegaram a US$ 1.740.
Consequentemente, determinados bilhetes ficaram até 22 vezes mais caros do que os praticados na edição anterior. A mudança provocou críticas entre torcedores.
Multiplicar ganhos
A FIFA também espera multiplicar seus ganhos. A previsão indica receita seis vezes superior à obtida com ingressos e hospitalidade durante o Mundial disputado no Catar.
Por outro lado, a procura continua elevada. A entidade informou anteriormente ter recebido aproximadamente 150 milhões de solicitações de ingressos para o torneio.
Enquanto a Copa de 2026 reunirá 48 seleções em Estados Unidos, México e Canadá, o debate sobre acessibilidade cresce entre fãs.
Esporte popular?
Especialistas avaliam que a política comercial reforça a transformação do futebol em um produto global premium. Entretanto, muitos torcedores temem exclusão financeira crescente.
Assim, a Copa mais lucrativa da história também pode se tornar uma das menos acessíveis para parte do público tradicional do futebol.
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