
Trabalhadores do setor de suco rejeitam proposta de reajuste de 4,5%.
Em mais um ano de negociações difíceis, o sindicato patronal que representa as indústrias do setor de sucos no Estado de São Paulo apresentou, nesta terça-feira (9), uma proposta de reajuste salarial de 4,5% para os trabalhadores, índice ligeiramente superior à inflação acumulada no período, de 4,11%. A oferta foi prontamente rejeitada pelos representantes da categoria.
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“É a primeira rodada de negociações, mas como nossa data-base é maio, ansiávamos por um valor mais significativo e próximo do aceitável já nesta etapa. Nossa bandeira é a do ganho real, que represente o crescimento do país e do setor, com a justa valorização dos trabalhadores”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Limeira e Região (STIAL), Artur Bueno Júnior.
A proposta patronal foi apresentada durante reunião com a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo (FETIASP) e os sindicatos filiados que possuem indústrias de sucos em suas bases territoriais. A avaliação foi unânime: os 4,5% oferecidos estão aquém das necessidades reais dos trabalhadores.
Itens da proposta
O reajuste de 4,5% foi oferecido aos trabalhadores que recebem até R$ 13.355,50. Para os salários acima desse valor, a proposta prevê uma parcela fixa de R$ 601,00. Além disso, os empresários propuseram um piso salarial de R$ 2.194,50, cesta básica de R$ 275,60 e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) correspondente a 1,2 salários normativos. Em contrapartida, comprometeram-se a manter todas as cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho.
A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo (FETIASP) e os sindicatos da categoria seguem mobilizados em busca de avanços nas negociações.
“A união e a pressão dos trabalhadores na base são fundamentais para que as empresas apresentem uma proposta digna. Trabalhadores e trabalhadoras devem ficar atentos aos chamados do seu sindicato e participar das assembleias em suas regiões”, concluiu Artur Bueno Júnior.
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