Comerciários realizaram nesta terça-feira ato diante da megaloja das Casas Bahia, na Berrini, em São Paulo, cobrando imediatamente o pagamento das verbas rescisórias devidas trabalhistas.
Trabalhadores demitidos, dirigentes e representantes sindicais participaram da mobilização, que utilizou faixas, cartazes e bandeiras e alcançou quase duas mil pessoas pela transmissão ao vivo.
Durante o protesto, manifestantes cobraram diretamente a direção da empresa com a frase: “Renato Franklin, cadê você? Eu vim aqui para receber!”, repetida pelos presentes.
O diretor Josimar Andrade afirmou que o Sindicato agiu imediatamente após as demissões e apoiou medida judicial apresentada pela CNTC contra as dispensas coletivas recentes.
Segundo Josimar, a ação busca impedir que verbas rescisórias entrem na recuperação judicial, situação que poderia fazer trabalhadores aguardarem até três anos pelo pagamento devido.
“Para o Sindicato, esse é um preço muito alto. Imagine um trabalhador demitido que tem em casa uma esposa grávida, prestes a ter um filho. Como essa família vai esperar três anos para receber? Imagine alguém que está no meio de um tratamento contra o câncer e precisa de medicamentos. Esperar três anos é muita coisa”, destacou Josimar.
Ele defendeu que os trabalhadores recebam seus direitos dentro dos prazos estabelecidos pela legislação trabalhista brasileira vigente atualmente.
Josimar também criticou a condução das dispensas, afirmando que alguns empregados receberam comunicados por WhatsApp ou encontraram cartazes informando demissões nas portas fechadas das lojas.
Crise nas Casas Bahia
Em agosto, conforme o Sindicato, Casas Bahia demitiram cerca de três mil trabalhadores e fecharam 298 lojas no país, durante seu processo de reestruturação financeira.
Desde então, o Sindicato promove assembleias, reuniões com representantes empresariais e audiência no Ministério do Trabalho, além de articular ações conjuntas com outras entidades sindicais.
Apesar das iniciativas, o Sindicato afirma que a empresa segue descumprindo prazos para quitar verbas rescisórias e defende aplicação integral das regras estabelecidas pela legislação.
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