
O STIAL promove assembleias para discutir a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 com os trabalhadores de Limeira. Foto: Artur Bueno com trabalhadores da Ajinomoto.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Limeira e Região (STIAL) promoveu, nesta semana, assembleias com trabalhadores das empresas Ajinomoto e da Markbem Citrus, em Limeira, para debater o fim da escala 6×1, a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial e a importância do voto consciente no segundo turno das eleições presidenciais.
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Nos encontros, a direção sindical apresentou orientações sobre a transição para as novas regras e defendeu a união da categoria para garantir sua implantação. Também alertou para propostas que, na avaliação da entidade, ameaçam os direitos dos trabalhadores.
Ajinomoto: esclarecimentos sobre a transição e alerta contra retrocessos
Na unidade da Ajinomoto em Limeira, as assembleias ocorreram na quarta-feira (21) e na quinta-feira (22). O sindicato esclareceu as mudanças previstas com a promulgação da proposta que extinguiu a escala 6×1 e reduziu a jornada semanal.
“A vitória histórica coroa a postura da atual gestão do Governo Federal, que sempre defendeu o fim da exaustiva Escala 6×1. O Brasil dá um passo gigantesco em direção à modernidade laboral e à qualidade de vida”, afirmou o presidente do STIAL, Artur Bueno Júnior.
Durante os encontros, a direção detalhou como funcionará a transição e informou que procurou as empresas para discutir a implantação das mudanças.
“Na semana passada, enviamos ofício a todas as empresas da categoria. O documento coloca a entidade sindical à disposição para que a transição ocorra de forma organizada e equilibrada”, apontou o dirigente.
Artur ressaltou que a disposição para o diálogo não significa abrir mão dos direitos conquistados e afirmou que “não haverá recuo sobre aquilo que a classe trabalhadora levou quase quarenta anos para conquistar”.
Outro tema foi a PEC 12/2026, atribuída ao senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo o sindicato, a proposta pretende alterar o artigo 7º da Constituição Federal para estabelecer o trabalho por hora e a negociação direta entre empresa e trabalhador.
“É um verdadeiro absurdo jurídico e social. O projeto fragiliza o elo mais fraco da corda, obrigando o trabalhador a negociar sozinho com o dono da empresa, abrindo brechas perigosas para a redução salarial e a precarização”, opinou o presidente do STIAL.
Markbem: defesa das conquistas e debate sobre o voto consciente

Ato na Markbem encerra 1ª etapa de assembleias sobre fim da 6X1 e pelo voto consciente
Na sexta-feira (23), a assembleia na Markbem Citrus encerrou a primeira etapa de encontros promovidos pelo sindicato sobre a nova jornada e o voto consciente.
A entidade reforçou a importância da unidade dos trabalhadores na defesa da escala 5×2 e da jornada de 40 horas semanais sem redução salarial, alterações que, conforme destacou o STIAL, foram promulgadas em 16 de outubro.
O sindicato também afirmou que os trabalhadores “não podem ceder ao alarmismo do discurso empresarial e econômico” de que “o país vai quebrar com a nova jornada”.
“Demoramos quase quarenta anos para conquistar a redução”, afirmou Artur Bueno Júnior.
O dirigente lembrou o envio do ofício às empresas e reafirmou a disposição de negociar uma implantação segura das mudanças, preservando as conquistas da categoria.
“Na história, toda conquista dos trabalhadores é colocada pelos patrões como um custo insustentável para o país. Foi assim na abolição da escravatura, quando conquistamos as férias e o 13º salário, na criação da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e na última redução da jornada de trabalho em 1988”, apontou.
O encontro também abordou o segundo turno das eleições presidenciais. O STIAL fez um apelo à participação dos trabalhadores nas urnas e à escolha de um projeto que tenha as reivindicações da classe trabalhadora como prioridade.
A PEC 12/2026 voltou ao debate. Ao criticar a proposta de trabalho por hora e negociação direta entre empregado e empresa, Artur afirmou: “O projeto é contra os trabalhadores, acaba com a conquista da Redução da Jornada e alteração da Escala”.
Organização para garantir direitos
Com as assembleias, o STIAL aproximou o debate sobre as mudanças na jornada da realidade dos locais de trabalho, esclarecendo dúvidas e mobilizando a categoria para acompanhar sua implantação.
A entidade defende que o diálogo com as empresas, a organização sindical e a participação consciente nas decisões políticas caminhem juntos para preservar direitos, valorizar os trabalhadores e garantir melhores condições de vida.
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