PUBLICADO EM 16 de out de 2026

Colunista: Márcio Ferreira

Fim da escala 6×1 é uma vitória histórica da classe trabalhadora

A PEC 221/2019 garante aos trabalhadores pelo menos dois dias de descanso semanal remunerado, sendo que um deles deve ser preferencialmente aos domingos, além de que ainda reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Márcio Ferreira na Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, abril de 2026

Márcio Ferreira na Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, abril de 2026

Que vitória, companheirada! A aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado Federal, na noite do dia 14 de outubro, representa uma conquista histórica para a classe trabalhadora brasileira. A proposta do Fim da Escala 6 por 1, aprovada em dois turnos por 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada votação, significa um avanço muito importante na luta por melhores condições no ambiente de trabalho e na qualidade de vida.

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Essa medida garante aos trabalhadores pelo menos dois dias de descanso semanal remunerado, sendo que um deles deve ser preferencialmente aos domingos, além de que ainda reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Mais do que uma mudança pura e simples, essa conquista representa o reconhecimento de que o trabalhador deve ter uma vida além do trabalho, ou seja, mais tempo para descansar, conviver com a família, cuidar da própria saúde, estudar e para o lazer, além do que a redução da jornada também colabora para o combate ao desgaste físico e mental.

Vale destacar que o Movimento Sindical, sobretudo, teve um papel fundamental nesta luta e vitória histórica. Pois o Movimento Sindical foi linha de frente, mobilizando os trabalhadores, como ocorreu na grande Marcha da CONCLAT, no mês de abril, e na Audiência Pública no Palácio do Trabalhador, em maio. Além disso, marcamos presença nas votações na Câmara dos Deputados, na CCJ e no Senado.

O Fim da Escala 6 por 1 foi um avanço e uma grande vitória para os trabalhadores, que são os responsáveis diretos pela produção da riqueza do nosso país e, por isso, precisam ser sempre valorizados e com a garantia de seus direitos.

Mas uma coisa tem que ficar muito clara aqui: é fundamental que os Sindicatos fiquem em constante alerta e acompanhem de perto a implementação dessas novas regras para que não haja retrocessos, muito menos prejuízos aos trabalhadores.

Márcio Ferreira é presidente do Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo e Região, Sintrabor, e da Fenabor.

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