A FITIASP, a FTIA Interior e sindicatos filiados definiram estratégias conjuntas para negociar com empresas a implantação da escala 5×2 no setor da alimentação paulista.
Durante videoconferência realizada terça-feira (20), as entidades estabeleceram como prioridade garantir folgas aos domingos e, sempre que possível, também aos sábados, preservando a convivência familiar.
Além disso, federações e sindicatos começaram a procurar empresas para agendar reuniões e discutir a aplicação prática da nova jornada, sem redução dos salários.
Uma vitória histórica para a saúde e a vida em família
Segundo as entidades, o fim da escala 6×1 representa uma conquista histórica, pois amplia o descanso, protege a saúde e fortalece a convivência familiar dos trabalhadores.
Nesse sentido, a mudança para a escala 5×2 representa mais qualidade de vida, dignidade e respeito aos profissionais responsáveis pela produção de alimentos no país.
O presidente da FITIASP, Paulão, destacou que os sindicatos atuarão firmemente nas negociações para assegurar o cumprimento dos direitos conquistados pela mobilização da classe trabalhadora.
“O fim da escala 6×1 não é favor, é um direito conquistado com a luta de cada trabalhador e trabalhadora. Não aceitaremos que os patrões tentem manobrar ou enrolar para adiar o que é de direito. Nossa prioridade absoluta na mesa de negociação é garantir o domingo e buscar o sábado livre para que o trabalhador possa viver e aproveitar a sua família. Já estamos batendo à porta das empresas e exigindo o agendamento imediato das reuniões para implantar a escala 5×2 sem redução de salários. Quem produz o alimento do país merece tempo para viver com dignidade.”
Estrutura jurídica pronta para a fiscalização
Paralelamente, a FITIASP, a FTIA Interior e os sindicatos filiados mobilizaram suas estruturas jurídicas para acompanhar a implantação da nova jornada nas empresas do setor.
As entidades também alertaram que fiscalizarão os locais de trabalho para impedir irregularidades, descumprimentos e tentativas patronais de dificultar a aplicação dos direitos conquistados pelos trabalhadores.
Por fim, as lideranças reforçaram a importância da participação dos trabalhadores e do fortalecimento sindical para transformar os avanços conquistados em melhorias concretas nas relações trabalhistas.
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