
Eduardo Annunciato (Chicão)
O Dia Nacional da Democracia é celebrado em 25 de outubro no Brasil. A data foi historicamente escolhida como um marco de memória e resistência política, servindo para reforçar a importância do Estado Democrático de Direito.
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Essa data nos convida a refletir sobre o valor da democracia. Neste ano, a ganha um significado ainda maior com a realização do segundo turno das eleições. É uma oportunidade de transformar nossa defesa da liberdade em uma atitude concreta: votar com consciência e responsabilidade pelo futuro do Brasil.
A democracia permite que cada cidadão tenha voz, escolha seus representantes e cobre resultados. Garante o direito de discordar, de se organizar e de defender suas ideias sem medo de perseguição. São conquistas que custaram muito ao povo brasileiro e que precisam ser preservadas todos os dias.
Por isso, a escolha de um candidato exige atenção às propostas, à trajetória e, principalmente, ao compromisso com a Constituição Federal. Quem pretende governar precisa respeitar as instituições, a liberdade de imprensa, a diversidade de opiniões e a vontade soberana da população.
Esse compromisso deve permanecer depois da apuração. Quem vencer terá a responsabilidade de governar democraticamente para todos, inclusive para quem fez outra escolha. Quem perder deverá respeitar o resultado legítimo das urnas. A democracia não pode valer apenas quando a vitória favorece o nosso lado.
Precisamos escolher representantes que garantam que o Brasil continue sendo um país onde o povo possa votar livremente, fiscalizar seus governantes e substituí-los nas eleições seguintes. Receber um mandato significa assumir uma responsabilidade perante a sociedade. Nenhum governante está acima da Constituição.
Como dirigente sindical, reafirmo que a liberdade de organização, de negociação e de manifestação é indispensável à defesa dos direitos de quem trabalha. Uma democracia forte abre espaço para o diálogo, para a participação popular e para a cobrança de políticas públicas que melhorem a vida da população.
O voto consciente também exige informação de qualidade. É preciso avaliar propostas, conferir o que recebemos e rejeitar a mentira, a intimidação e a violência política. Podemos ter opiniões diferentes e debater com firmeza, sempre reconhecendo o direito do outro de participar.
Neste 25 de outubro, que cada eleitor leve às urnas um compromisso com o presente e com as próximas gerações. E que, depois da eleição, continue acompanhando, participando e cobrando.
O voto entrega um mandato, nunca um cheque em branco. Respeito à democracia e à Constituição: antes, durante e depois das urnas. Sempre!


