
Foto: Facebook Sindicato dos Bancários
A maioria dos empregados da Caixa Econômica Federal rejeitou, pela terceira vez, a proposta apresentada pelo banco para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho.
Nas assembleias realizadas segunda-feira (21), 102 bases sindicais comunicaram rejeição à proposta, enquanto 30 aprovaram o acordo apresentado durante as negociações nacionais da categoria.
Com o resultado, os trabalhadores mantiveram a greve nacional, iniciada em 10 de setembro, e decidiram continuar mobilizados pela construção de uma proposta negociada.
Em São Paulo, Osasco e região, 59,3% dos participantes da assembleia virtual rejeitaram a proposta, confirmando a continuidade da paralisação dos empregados da Caixa.
Além disso, nesta terça-feira (22), 293 agências permaneceram fechadas nas sete regionais acompanhadas pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região durante mobilização.
Greve mantida
Com a rejeição, os empregados mantiveram a paralisação e seguem cobrando avanços nas reivindicações apresentadas durante a campanha pela renovação do acordo coletivo específico nacional.
Entre os principais pontos da negociação está o Saúde Caixa, plano que mobilizou debates sobre custeio, sustentabilidade, solidariedade entre gerações e participação financeira do banco.
Na última proposta, a Caixa ampliou de 6,5% para 9% da folha o teto de sua participação no custeio do plano, valendo desde 2027.
Além disso, o texto preservava o modelo solidário, mantinha o pacto intergeracional e assegurava a permanência do Saúde Caixa dentro do Acordo Coletivo de Trabalho específico.
Mesmo com esses avanços, a maioria das assembleias decidiu rejeitar a proposta e continuar a greve, indicando que trabalhadores esperam novas respostas às reivindicações apresentadas.
Mobilização nacional
A greve começou em 10 de setembro, depois que empregados rejeitaram proposta anterior da Caixa em 128 bases sindicais e aprovaram paralisação por tempo indeterminado.
Desde então, sindicatos realizam atividades nas agências e unidades administrativas, enquanto representantes dos empregados defendem a negociação coletiva para buscar avanços e preservar direitos conquistados anteriormente.
“Com o resultado apresentado nas assembleias realizadas em todo país, é necessário que nós, empregados e empregadas da Caixa, mantenhamos a unidade para continuarmos avançando na construção de um acordo que atenda as reinvindicações da categoria”, afirmou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Próximos passos
Agora, as entidades representativas acompanham a mobilização e discutem os próximos encaminhamentos após a terceira rejeição da proposta apresentada pela direção da Caixa para renovar o ACT.
Enquanto isso, comandos de greve realizam reuniões diariamente nas regionais para avaliar a paralisação, organizar as atividades seguintes e fortalecer a mobilização dos empregados pelo país.
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