Colunista João Guilherme Vargas Netto

Empenho mobilizador e unitário

A cobertura da mídia grande de maneira unânime ressaltou o apoio dos manifestantes às deformas, mas não pode deixar de dizer que ele se chocará com a vontade da população quando ela for confrontada, por exemplo, com a deforma previdenciária.

Bom termo da caminhada

Três semanas nos separam do dia 14 de junho data prevista para a greve geral contra a deforma da Previdência e o fim das aposentadorias. Neste intervalo de tempo estão programadas em todo o Brasil duas manifestações de rua: as do dia 26 de maio dos extremados bolsonaristas contra o STF, o Congresso Nacional e o “sistema” (talvez insuflados pelo próprio presidente que, no entanto, não participará delas) e as do dia 30 de maio dos estudantes, professores e diretores contra os cortes nas universidades e nos institutos técnicos federais e contra as agressões do ministro Cacho de Uva à Educação e a seus representantes (apesar do recuo ministerial nos cortes).

Confusão no ar

Quando a fina flor dos economistas da banca são unânimes em afirmar, destilando pessimismo, que o governo perdeu o momento mágico de fazer as deformas; quando apoiadores do presidente convocam atos de rua contra o Supremo Tribunal Federal, contra o Centrão e contra o “sistema” e quando, renitentemente, o travamento da economia se transforma em recessão e depressão com o desemprego nas alturas é hora de persistir no caminho apontado pelas manifestações do dia 15.

Garantir a segunda vitória

Um tsunami cívico nacional em defesa da Educação tomou conta das ruas do Brasil surpreendendo o presidente da República que havia profetizado também um tsunami, mas não o que aconteceu e cujos milhões de participantes foram por ele insultados como “idiotas úteis que não sabem quanto é 7 x 8, nem a fórmula da água”.

Unir, unir, unir!

A mobilização do pessoal da educação (pública e privada) foi reforçada pelo apoio das Centrais Sindicais que, empenhadas na coleta de assinaturas contra a deforma da previdência, consideram a jornada de greve do dia 15 de maio um “esquenta” para a greve geral de 14 de junho.

Ouvir estrelas

As diversas iniciativas de luta, de mobilização e de protesto terão mais sucesso quanto mais se ativerem às suas pautas originais e autênticas de repúdio aos cortes, de reivindicação econômica, de negação das políticas públicas reacionárias, de protesto contra a deforma da Previdência.

Parabéns a Nexo

Quero chamar a atenção dos leitores para a publicação do Nexo Jornal (https://www.nexojornal.com.br/grafico/2019/05/02/O-perfil-das-pessoas-associadas-a-sindicatos-no-Brasil-em-2017) “O perfil das pessoas associadas a sindicatos no Brasil em 2017”, assinada por Caroline Souza e Gabriel Zanlorenssi.

A pedagogia do sucesso

O repúdio à deforma Previdenciária do governo foi unânime, apesar de algumas ressalvas que não levaram em conta o desprezo de Bolsonaro pelo movimento sindical.

Viva o 1º de Maio!

Às vésperas das grandes manifestações unitárias do 1º de Maio o mais prudente é desejar que os esforços das direções sindicais sejam recompensados pelo comparecimento maciço dos trabalhadores e trabalhadoras.

O invisível e a cegueira

Ainda há tempo (mais que uma semana) para nos empenharmos na coleta de assinaturas nos locais de trabalho do abaixo-assinado contra a deforma da Previdência. Centenas de milhares de assinaturas, de trabalhadores e trabalhadoras, serão a grande demonstração do primeiro de 1º de maio unificado que as centrais sindicais vão realizar.

Posições firmes

À margem do puramente espetaculoso, quatro assuntos graves devem ocupar nossa atenção e orientar nossas ações. Os três primeiros são expressões diretas da luta de classes e o quarto é institucional, mas nem por isso menos grave.

Persistir sem desculpas e sem medo

Muitas desculpas são dadas, mas não são convincentes. Uma delas é a de que o cabeçalho dos abaixo-assinados reproduz apenas as logomarcas das centrais, sem o destaque para a entidade de base que os distribui. Isto pode ser facilmente sanado com os meios de reprodução existentes.

Assine você também

Tomada a decisão histórica de realizarmos o 1º de maio unificado, as quase três semanas que nos separam desta data devem ser exaustivamente aproveitadas para levarmos o abaixo assinado unitário contra a deforma previdenciária aos locais de trabalho e garantirmos milhões de assinaturas.

Os pés e a cabeça

O modelo sindical adotado no Brasil desde a década dos anos 40 do século passado que se consolidou em duas constituições democráticas e atravessou a própria ditadura militar garantiu a existência de um dos mais fortes movimentos sindicais do mundo.

A saída é a entrada

É claro que o movimento sindical precisa continuar resistindo para garantir sua sobrevivência enfrentando as adversidades. As entidades sindicais (principalmente os sindicatos) devem realizar fortes campanhas de ressindicalização e oferecerem aos associados e às categorias neosserviços úteis, modernos, atraentes e remunerados.

Salário mínimo: uma luta difícil

Vale a pena lembrar que a política de valorização do salário mínimo foi aprovada maciçamente pela Câmara dos Deputados em 29 de julho de 2015 com os votos contrários de apenas 12 deputados, entre eles o do atual presidente Bolsonaro. Em decreto assinado em seu primeiro dia de mandato ele foi obrigado pela lei a garantir aumento real, mesmo contra sua vontade e a de seus apoiadores.

Mais que o esperado, menos (ainda) que o necessário

O dia 22 de março foi, na conturbada conjuntura política e apesar dela, uma jornada positiva que superou as expectativas. Esta vitória, ao invés do relaxamento, deve nos impulsionar a fazer mais, diariamente, com os trabalhadores, com os aliados (como a OAB e a CNBB, por exemplo), com as forças políticas – o necessário para derrotar a deforma.

Uma nota lamentável

Aqueles que leem o que venho escrevendo percebem que quase nunca critico publicamente alguma ação sindical que considero errada e nunca individualizo críticas a tal ou qual dirigente ou ativista por seu erro eventual.

Persistir (agora) no acerto

Enquanto se trava no Congresso esta complexa luta em várias frentes que exigirá discernimento e cooperação entre parlamentares e entidades sindicais responsáveis a vida não espera.

Conversa dura

Depois de reconhecer as dificuldades dos trabalhadores e do movimento sindical, dificuldades decorrentes da severa e renitente recessão, da lei trabalhista e agora das medidas do governo, o dirigente preocupou-se em pormenorizar as táticas compatíveis com a situação dos sindicatos e com a necessidade de resistência.

Rotundo não

O governo deu mais uma pancada forte no movimento sindical com a MP 873, editada às vésperas do Carnaval, que exige autorização individual dos trabalhadores (incluindo os funcionários públicos) para qualquer contribuição aos sindicatos e determina o pagamento por boleto bancário.

Salário mínimo

Tudo deve ser feito para resistir à PEC da deforma previdenciária e para impedir que o governo tenha os 308 votos de deputados na Câmara para aprová-la. Isto é certo e a convocação pelas Centrais Sindicais de atos mobilizatórios, nos dias 22 e 29 de março, de visitas a parlamentares e manifestações nos aeroportos e […]

A história é viva em suas lições

Quando se abriu o ano legislativo de 1983 o MDB que havia obtido importantes vitórias eleitorais no ano anterior definiu que sua atuação congressual teria como orientação estratégica a luta pela instalação de CPIs que investigassem as ações do governo do general Figueiredo.

A razão do Dr. Arouca

Em seus monumentais Comentários à Legislação Sindical, recentemente publicados, o professor José Carlos Arouca ao escrever sobre um novo sindicato – uma organização especial da classe trabalhadora considerada como um todo – pergunta: “Então por que um quadro de associados? Melhor seria, por certo, um sindicato geral, de todos”.

A primeira batalha

Não se pode dizer que a plenária sindical de quarta-feira, dia 20, na Praça da Sé em São Paulo seja a batalha decisiva contra a deforma previdenciária. Isto porque a luta está apenas começando e percorrerá um longo caminho nas portas de fábrica e nos locais de trabalho, no Congresso Nacional e nos partidos, nos veículos de comunicação e nas redes sociais e nas ruas. Também porque até a manhã do dia 20 não se saberá ao certo qual deforma previdenciária pretenderá realizar o governo.

Boas maneiras?

Uma regra dos manuais de boas maneiras manda que se responda sempre uma carta recebida. O presidente Bolsonaro não tendo respondido até hoje a carta que lhe foi enviada no primeiro dia de seu governo pelas seis centrais sindicais reconhecidas incorre em violação desta regra mundana de bom tom, a menos que os serviços burocráticos da presidência e a própria internação hospitalar do presidente tenham dificultado o gesto de cortesia.

Bruno Covas precisa dialogar

O funcionalismo manifestou-se maciçamente contra com manifestações impressionantes e pacíficas (do lado dos funcionários), mas a confusão deliberada dos projetos, as sucessivas manobras regimentais e a chantagem do executivo, aliadas à desmobilização decorrente das férias e das festas natalinas garantiu a aprovação.

Casamento enganoso

O título é o de uma das novelas exemplares de Cervantes em que um jovem casa enganado e, além de perder os bens, vai para um hospital tratar uma doença venérea.

O Brasil Metalúrgico disse a que veio

O assunto: a tentativa da GM de enfrentar suas crises descarregando sobre os trabalhadores os custos dela, com a flexibilização de direitos e chantageá-los perante as autoridades públicas com a ameaça de fechamento de fábricas

Corrigir o descalabro

Junto com a indignação, com a tristeza e a solidariedade, é preciso manter a chama da resistência e o empenho de corrigir o descalabro.

Já acontece e acontecerá

Durante esse quase primeiro mês o governo do presidente Bolsonaro tomou três medidas relacionadas diretamente com os interesses gerais dos trabalhadores e do movimento sindical (não considero os casos específicos de duas empresas, a Embraer e a GM, porque as declarações de intenção confirmaram orientações anteriores e se referem exclusivamente a elas, embora contestadas pelos sindicatos representativos).

O tempo ferve e ruge

Entre estas há a medida provisória 871, de 18 de janeiro, que, sob pretexto de combater as fraudes no INSS arrocha as condições de acesso dos trabalhadores aos benefícios e à aposentadoria. Com a inspiração do famigerado Rogério Marinho também retira dos sindicatos de trabalhadores rurais a atribuição e a prerrogativa de atestar as condições para tanto.

Importante e decisivo

A luta vitoriosa das centrais sindicais para garantir aumentos reais do salário mínimo foi a mais importante e decisiva luta sindical brasileira no século XXI. A cada ano era desencadeada a maior campanha salarial do mundo cujas grandes manifestações foram as marchas unitárias a Brasília.

Salário mínimo

As dificuldades e as lutas

Um dos elementos centrais que sintetiza as dificuldades atuais e futuras é a extinção do ministério do Trabalho, morto e despedaçado sem que se saiba até hoje exatamente como funcionarão suas partes distribuídas administrativamente por quatro ministérios.

O novo salário mínimo

A primeira constatação é a de que o novo governo teve que aplicar a lei que determina como fazer o reajuste multiplicando o valor que vigorava pelo INPC do ano corrido e pela taxa de crescimento do PIB de dois anos antes. Esta operação produziu um maior aumento real do salário mínimo em três anos, de R$ 954 para R$ 998.

Lutar com justiça

Bem fizeram as seis centrais sindicais reconhecidas quando, em carta aberta ao presidente (e aos outros poderes), reafirmaram suas posições de resistência e de relevância institucional conclamando-o a um diálogo que é contrário à sua experiência e à sua prática e que ele aparenta não querer.

O ruim e o pior

As declarações, postagens, reuniões, visitas e indicações ministeriais feitas pelo presidente eleito (impondo às mídias sua pauta durante o período de transição) parecem confusas e contraditórias, mas têm confirmado e radicalizado as posições que ele expressou durante sua campanha e que foram referendadas por seus eleitores. Nelas não se nota nenhum traço de estelionato eleitoral.

O pulo da onça

Dizem que os grandes animais antediluvianos ao sofrerem uma ferida letal levavam um tempo enorme para morrer. Seu cérebro, minúsculo, era tardo em processar tal informação. O movimento sindical dos trabalhadores brasileiros atravessa uma fase difícil em que a dessindicalização é galopante e há um retardo nas consciências para compreender o avassalador desafio que lhe […]

É o fim!

Reunião de amigos

A opinião unânime dos amigos que se reuniram foi a do sucesso da reunião que, além de reforçar os laços de amizade, ajudou a esclarecer a importância para as entidades de continuarem existindo, resistindo e garantindo a unidade de ação.

Existir, resistir, unir

Frente a esta situação e para o ano que se avizinha a estratégica prioritária do movimento sindical deve ser a garantia da própria existência ameaçada e o exercício da resistência. Para garantir a existência e exercer a resistência é preciso cultivar com empenho e inteligência a unidade de ação.

Uma edição surpreendente

No mundo da grande mídia acontecem coisas surpreendentes. Uma delas foi a publicação, no sábado, dia 24 de novembro, de uma página inteira do Estadão traduzindo e reproduzindo matéria de The Economist sobre “A tecnologia e o renascimento dos sindicatos”.

Andar junto com os trabalhadores

Brincar com fogo

Qualquer aproximação, mesmo que sub-reptícia, da mesa onde se serve o banquete dos vitoriosos cria o prejuízo grave da divisão além de ser demonstração de fraqueza subserviente.

Martelar o prego

A deforma trabalhista foi, em um ambiente econômico travado e de recessão renitente, a antessala para as propostas ainda mais desorganizadoras do bolsonarismo.

A linha Mano Brown

Para efetivar a linha Mano Brown as centrais sindicais, as confederações e federações dos trabalhadores e os sindicatos devem priorizar, no curto prazo, três propostas de resistência e de luta capazes de falar com a “periferia” e de serem ouvidos por ela sem prejuízo de continuarem defendendo a agenda prioritária de 22 pontos que é a expressão unitária do movimento organizado.

Sem capitulação, sem aventura

Este caminho, acidentado e íngreme, para ser trilhado pressupõe o reforço urgente da unidade de ação. Ela se manifesta na unidade em cada direção sindical e desta com a base; sustenta-se no esforço para unificar em cada categoria os trabalhadores.

A segunda vinda

Ela retrata de maneira sombria e intrigante, interpretando a visão mística do Segundo Advento de Cristo a angústia do poeta após a Primeira Grande Guerra.

Pode piorar

Coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional a F-TI será formada pelas direções de diversos órgãos militares, policiais e econômicos com a competência para analisar e compartilhar dados sobre as organizações criminosas que afrontam o Estado brasileiro e para subsidiar a elaboração de políticas públicas e a ação governamental para enfrentá-las.

Atacado e varejo

Acossada pelo desemprego, assoberbada pelos companheiros informalizados, agredida pela lei trabalhista celerada, desrespeitada pelo patronato histérico e desorientada pela campanha frenética de seu adversário visceral não reagiu com a presteza e a urgência requeridas pelo perigo iminente. Vai ficar para depois, quando vier o chanfalho.

Solução e problema

O bolsonarismo explora a situação desorganizada dos trabalhadores, com informalidade, desemprego aberto, desalento, desesperança e apelo à segurança truculenta. Oferece a milhões uma almejada e exígua renda desde que os direitos sejam abandonados e a desorganização social seja aceita. Uma carteira de trabalho verde e amarela é o símbolo desta anarquia.

Caminhar de pé

Na batalha eleitoral pela vitória é essencial a busca de votos. Preocupações abstratas e denúncias genéricas, tais como o fascismo de Bolsonaro, a busca do centro e os arreganhos do “mercado”, embora pertinentes, não conquistam votos e não consolidam posições na massa do povo.

Queda e coice

Cola na mão

Estabelecida a cola, a discussão com os outros sobre ela – pessoalmente e nas redes sociais – cria um campo de convivência favorável com diálogo, informação, comparação e convencimento.

Votar bem e buscar votos

Os dirigentes e os ativistas sindicais – homens e mulheres – devem refletir com seriedade sobre o que está em jogo, muito além das disputas eleitorais.

#EleNão

A onda de repúdio

A nota, que faz parte de uma onda de repúdio ao candidato, é um alerta contra suas pregações caracteristicamente antidemocráticas, contra os trabalhadores e as trabalhadoras e antissindicais. Bolsonaro é também a volta da guerra fria.

Que cem flores floresçam

Para os cargos legislativos a demonstração é evidente havendo em todo o Brasil mais de 25 mil candidatos diferentes podendo as escolhas serem as mais diversificadas e se mantém nas eleições majoritárias apesar do afunilamento das opções.

Salário mínimo

A política de valorização do salário mínimo que antes de se formalizar em lei era ocasião dos maiores acordos coletivos anuais do mundo inteiro (pois diziam respeito aos salários de mais de 50 milhões de trabalhadores entre empregados, aposentados, pensionistas e informalizados) resultou do ativismo das centrais sindicais que se uniram, mobilizaram e realizaram inúmeras marchas à Brasília, contando com o apoio teórico do Dieese, incansável em sua batalha pela valorização do mínimo.

Canção cubana

Felizmente há um esforço de importantes dirigentes e de entidades poderosas para manterem a cabeça no lugar e os pés no chão criticando a ação desvairada que feriu o candidato Bolsonaro e reforçando a exigência de respeito à democracia e às divergências. É o que fizeram Miguel Torres e Juruna ao assinarem a importante nota da Força Sindical, única central que se manifestou tempestiva e contundentemente.

Grande vitória

A vitória, muito além de uma vitória de categoria, de central sindical ou de sindicato, deve ser valorizada por todo o movimento sindical como um indicador de possibilidade e um exemplo para todos (ainda que se refira a um setor econômico que tem passado ao largo da crise e se beneficiado dela, como a banca e os rentistas e a uma rede sindical que não foi sacrificada pelo exaurimento dos recursos financeiros).

Os efeitos da lei celerada

A lei celerada ajuda a travar a economia; ela não cria empregos, derruba salários, corta direitos e impede o consumo potencializando a recessão que a precede, que a acompanha e que lhe é consequência. A lei celerada é um entrave à retomada do desenvolvimento.

Fase má

Mais que nunca se torna necessário aceitarmos o conselho de Antonio Gramsci que recomendava aliar o pessimismo da inteligência ao otimismo da vontade.

Necessidade urgente

O desemprego, resultado maléfico da recessão e de políticas erradas, é seguramente um dos temas maiores das campanhas, seja como denúncia, seja como proposta para superá-lo.

As propostas de Bolsanaro

As propostas trabalhista e sindical registradas pelo candidato Bolsanaro na Justiça Eleitoral e que fazem parte de seu programa de governo, totalmente submisso a Paulo Guedes, representante da bolsa, da banca e dos rentistas, são um ultraje à história de resistência e de organização dos trabalhadores. Merecem repulsa.

Uma decisão oportuna

Sobre as próximas eleições a direção do sindicato dos metalúrgicos de Curitiba tomou a importante decisão de valorizar de agora em diante em todos os materiais de divulgação do sindicato os candidatos que estiveram junto com os trabalhadores e apoiaram suas reivindicações e lutas, merecendo, portanto o voto dos trabalhadores, seja para a sua reeleição, seja para uma eleição nova.

Três perguntas aos dirigentes

Nesta situação angustiante dos trabalhadores e do movimento sindical quero fazer para os dirigentes três perguntas cujas respostas determinarão em grande medida nossa capacidade de resistência à crise, de sobrevivência e de superação.

Por mínima que seja; opinião

Os números são aterradores e todos os jornalões os repercutiram: 66 milhões de brasileiros e de brasileiras em idade de trabalhar (excluindo-se na população os muitos jovens e os muitos velhos) estão fora do mercado de trabalho por desemprego, por desalento ou por subutilização.

Atoarda

A atoarda sobre a lei trabalhista celerada que criaria empregos foi ensurdecedora. Para a mídia grande e para os expoentes do empresariado que a praticavam ela os enfileirava astuciosamente em uma armadilha

Prato de lentilhas

Compreender e superar

A hora é agora

Conversa de botequim

Grave derrota

Vitória da insegurança jurídica

Congresso sindical do PDT

O X da questão

A confusão e como espancá-la 

Viralizar a agenda

Agora é outubro

O bom senso indica que na ordem natural das coisas a grande preocupação do movimento sindical (atormentado pelos efeitos nefastos da lei celerada e confortado por sua criminalização pela OIT) deve ser a participação no processo eleitoral que já se encontra a pleno vapor apesar do cronograma legal.

Os 7 pecados capitais de Temer

Solucionar problemas

O desafio da Esfinge

Remendos em roupa rasgada

A cada dia se confirma que a lei trabalhista celerada cria insegurança jurídica e, ao excitar o patronato levando-o a “atirar pela vontade de matar”, também cria insegurança social e econômica. Em um ano eleitoral, a insistência do presidente da República e de seus acólitos em relacionarem como positiva a aprovação da lei, cria também, […]

Três setores estratégicos

Tenho dito e redito que três setores estratégicos da vida sindical devem ser fortalecidos na atual conjuntura de dificuldades porque passam as entidades. Refiro-me à assessoria jurídica, à ação sindical e à comunicação (a ordem de enunciação não significa preferência). A assessoria jurídica tem se demonstrado relevante por conta da insegurança jurídica causada pela lei […]

A guerra jurídica

O primeiro julgamento no STF sobre a constitucionalidade dos artigos da lei trabalhista celerada que tratam da gratuidade da Justiça do Trabalho foi interrompido por pedido de vista, mas dois votos foram dados. O do relator, ministro Barroso, que acatou a constitucionalidade dos artigos (embora tenha feito ressalvas contundentes ao conteúdo da lei) e o […]

Vamos falar de política

Hoje, 7 de maio, exatamente cinco meses antes do primeiro turno das eleições de outubro é preciso que o movimento sindical comece a falar – melhor dizendo, a fazer – política. Não me refiro à partidarização dos sindicatos em que a entidade é uma mera correia de transmissão. Refiro-me à preocupação do movimento sindical em […]

As comemorações do 1º de maio

Seguramente as comemorações este ano do 1º de maio aconteceram na pior conjuntura econômica e social para os trabalhadores brasileiros. O desemprego é mortífero e os empregados sofrem a desorganização provocada pela influência da lei trabalhista celerada. Seus efeitos são também danosos às próprias entidades promotoras dos eventos. Neste quadro difícil é de se destacar […]

Suba e desça do telhado

Suba no telhado e grite a boa notícia. E a boa notícia é o êxito da reunião de sete centrais sindicais, ontem em Curitiba, como solidariedade a Lula preso e para o estabelecimento da pauta da comemoração nacional unificada do 1º de maio. Com a ajuda do Dieese e do Diap a CSB, CTB, CUT, […]

Dois fatos marcantes

Quero destacar dois fatos repercutidos por Willian Castanho e por Laís Alegreti na Folha do dia 14 de abril. Eles dizem respeito às relações entre a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, de um lado e a organização sindical e as negociações salariais de outro. No primeiro deles o TST determinou que […]

A grande estratégia

Há duas constatações fortes sobre a vigência da lei trabalhista celerada: ela já produziu resultados desorganizadores irreversíveis e, devido à insegurança social, política, jurídica e econômica que cria, não prevalecerá e terá que ser alterada. Esta realidade configura a dupla ação do princípio do tubo da pasta de dente que espremido não permite a volta […]

A balbúrdia dentro da balbúrdia

Na balbúrdia em que se transformou a política e alimenta diariamente as manchetes poucos têm prestado atenção à balbúrdia que assola as relações de trabalho como consequência da lei celerada. A tão decantada segurança jurídica que seria um dos atributos da lei transformou-se em seu contrário cumprindo a profecia do senador Collor de Melo ao […]

Grande vitória

A Câmara dos Vereadores de São Paulo retirou da pauta o projeto da deforma previdenciária do Dória e adiou sua discussão em 120 dias. Não é preciso convocar um Homero ou um Camões para cantar as glórias desta vitória sindical, isto seria um exagero. Mas não registrá-la seria mais que desleixo, seria um desserviço, a […]

Uma carta

Recebi de alguns amigos leitores, por artes das redes sociais, a seguinte carta que reproduzo fielmente respeitando a redação original, exceto a correção determinada pela errata que a acompanhava em postagem posterior. “Sob o título ‘A tragédia dos acidentes de trabalho’, a Fundacentro vem a público se manifestar e dizer que é uma entidade que […]

Dois exemplos

Quero valorizar dois exemplos de luta sindical pela representação e defesa dos trabalhadores e para a garantia de recursos financeiros aos sindicatos agora que a histeria derrotista tomou conta do patronato a julgar pela matéria da Folha de São Paulo de hoje, dia 15 de março. O primeiro exemplo vem da Grande Curitiba, dos metalúrgicos […]

Recauchutando o monstrengo

A lei celerada da deforma trabalhista teve uma gestação acelerada e um parto cesariano. O monstrengo foi jogado para o mundo, mas na incubadora está sendo feita uma tentativa de recauchutar o bebê. Todos entenderam que me refiro à medida provisória 808/17 que procura corrigir algumas deformidades clamorosas da lei promulgada sem vetos e foi […]

A tragédia dos acidentes de trabalho

Está em curso uma guerra feroz no mundo do trabalho brasileiro e o registro das baixas nos últimos cinco anos (até 2017) foram quase quatro milhões de Comunicados de Acidente de Trabalho (CATs) com 14.412 pessoas mortas. Estas trágicas informações, divulgadas por Manoel Ventura no Globo do dia 6 de março têm como origem relatório […]

A guerra de Trump

Depois dizem que eu é que sou belicoso, mas quando Trump anunciou as novas tarifas para importação de aço e alumínio ele é que disse que guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar. As polarizações internas em grandes países, como os Estados Unidos, são o espelho das polarizações entre países e o mundo caminha, […]

Trincheiras e tiros

Neste período da vida sindical a luta transfere-se para as trincheiras nas empresas sem os holofotes da grande mídia, o que valoriza a imprensa sindical. Tem toda a ferocidade da resistência contra as investidas para a aplicação da lei celerada e contra a fúria regressiva que a própria existência da lei estimula. João Franzin me […]