Colunista João Guilherme Vargas Netto

Uma nota lamentável

Aqueles que leem o que venho escrevendo percebem que quase nunca critico publicamente alguma ação sindical que considero errada e nunca individualizo críticas a tal ou qual dirigente ou ativista por seu erro eventual.

Persistir (agora) no acerto

Enquanto se trava no Congresso esta complexa luta em várias frentes que exigirá discernimento e cooperação entre parlamentares e entidades sindicais responsáveis a vida não espera.

Conversa dura

Depois de reconhecer as dificuldades dos trabalhadores e do movimento sindical, dificuldades decorrentes da severa e renitente recessão, da lei trabalhista e agora das medidas do governo, o dirigente preocupou-se em pormenorizar as táticas compatíveis com a situação dos sindicatos e com a necessidade de resistência.

Rotundo não

O governo deu mais uma pancada forte no movimento sindical com a MP 873, editada às vésperas do Carnaval, que exige autorização individual dos trabalhadores (incluindo os funcionários públicos) para qualquer contribuição aos sindicatos e determina o pagamento por boleto bancário.

Salário mínimo

Tudo deve ser feito para resistir à PEC da deforma previdenciária e para impedir que o governo tenha os 308 votos de deputados na Câmara para aprová-la. Isto é certo e a convocação pelas Centrais Sindicais de atos mobilizatórios, nos dias 22 e 29 de março, de visitas a parlamentares e manifestações nos aeroportos e […]

A história é viva em suas lições

Quando se abriu o ano legislativo de 1983 o MDB que havia obtido importantes vitórias eleitorais no ano anterior definiu que sua atuação congressual teria como orientação estratégica a luta pela instalação de CPIs que investigassem as ações do governo do general Figueiredo.

A razão do Dr. Arouca

Em seus monumentais Comentários à Legislação Sindical, recentemente publicados, o professor José Carlos Arouca ao escrever sobre um novo sindicato – uma organização especial da classe trabalhadora considerada como um todo – pergunta: “Então por que um quadro de associados? Melhor seria, por certo, um sindicato geral, de todos”.

A primeira batalha

Não se pode dizer que a plenária sindical de quarta-feira, dia 20, na Praça da Sé em São Paulo seja a batalha decisiva contra a deforma previdenciária. Isto porque a luta está apenas começando e percorrerá um longo caminho nas portas de fábrica e nos locais de trabalho, no Congresso Nacional e nos partidos, nos veículos de comunicação e nas redes sociais e nas ruas. Também porque até a manhã do dia 20 não se saberá ao certo qual deforma previdenciária pretenderá realizar o governo.

Boas maneiras?

Uma regra dos manuais de boas maneiras manda que se responda sempre uma carta recebida. O presidente Bolsonaro não tendo respondido até hoje a carta que lhe foi enviada no primeiro dia de seu governo pelas seis centrais sindicais reconhecidas incorre em violação desta regra mundana de bom tom, a menos que os serviços burocráticos da presidência e a própria internação hospitalar do presidente tenham dificultado o gesto de cortesia.

Bruno Covas precisa dialogar

O funcionalismo manifestou-se maciçamente contra com manifestações impressionantes e pacíficas (do lado dos funcionários), mas a confusão deliberada dos projetos, as sucessivas manobras regimentais e a chantagem do executivo, aliadas à desmobilização decorrente das férias e das festas natalinas garantiu a aprovação.