
Governo e sindicalistas panorama do trabalho no setor
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, esteve na manhã desta segunda-feira (14), na sede do Sintrabor, Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo e região. Durante o encontro, Marinho debateu, com os sindicalistas, o panorama do trabalho setor de artefatos da borracha. Participaram da reunião o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, o presidente do Sintrabor, Márcio Ferreira, além de outras diversas lideranças sindicais.
Representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores da Borracha (FENABOR), da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (ABIARB) e do Sindicato dos Trabalhadores da Borracha de São Paulo (SINTRABOR) participaram, na última segunda-feira (14), de uma importante reunião com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, para apresentar um panorama da situação enfrentada pelo setor brasileiro de artefatos de borracha.
O encontro, realizado na sede central do SINTRABOR, em São Paulo, reuniu lideranças sindicais, empresariais e representantes do governo federal em um debate sobre os desafios econômicos que afetam a cadeia produtiva da borracha e ameaçam a competitividade da indústria nacional.
A abertura da reunião contou com a participação do presidente da Força Sindical, Miguel Torres, que destacou a importância da atuação conjunta entre trabalhadores, empresários e governo para enfrentar questões que impactam diretamente o desenvolvimento industrial do país. Segundo ele, a preservação da indústria nacional deve ser tratada como prioridade estratégica diante da concorrência internacional e das dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo.
O presidente da FENABOR, Márcio Ferreira, ressaltou a relevância da reunião para o futuro da categoria e enfatizou a necessidade de diálogo permanente entre as entidades representativas e o poder público. Ferreira destacou que o encontro representou uma oportunidade para apresentar ao ministro os principais desafios enfrentados pelas empresas e trabalhadores da borracha.
Durante a apresentação técnica, o presidente executivo da ABIARB, Reynaldo Megna, apresentou dados sobre o desempenho do setor e chamou atenção para a necessidade de revisão da política tributária aplicada aos insumos utilizados na fabricação de artefatos de borracha. Segundo ele, a elevada carga tributária e a crescente entrada de produtos importados têm reduzido a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.
Entre as principais preocupações apresentadas ao ministro estão os impactos da reforma tributária sobre a cadeia produtiva, a concorrência de produtos importados e os riscos à manutenção dos empregos no segmento. As entidades alertaram que a falta de isonomia tributária entre produtos nacionais e importados pode comprometer investimentos, produção e postos de trabalho.
Ao final das exposições, o ministro Luiz Marinho reconheceu a legitimidade das reivindicações apresentadas pelas entidades. Embora tenha destacado que o Ministério do Trabalho não possui competência exclusiva para solucionar todas as demandas, afirmou que os pleitos serão encaminhados aos órgãos governamentais responsáveis para avaliação e busca de soluções que fortaleçam a indústria e preservem os empregos.
Como resultado da reunião, foi formalizado um documento oficial contendo as principais reivindicações da FENABOR e da ABIARB, que será encaminhado ao governo federal para análise.
A reunião também contou com a presença do supervisor técnico da DIEESE, Fernando Lima, além de representantes de sindicatos do setor de diversas regiões do país. Entre eles estavam dirigentes de Sorocaba, Recife e lideranças da própria FENABOR e ABIARB.
A visita do ministro foi considerada histórica pelos dirigentes do SINTRABOR, que destacaram a importância do diálogo direto entre o governo federal e os representantes dos trabalhadores da borracha. A entidade ressaltou que, ao completar 82 anos de atuação em 2024, recebeu pela primeira vez um ministro de Estado em sua sede, fato considerado um marco para a categoria.
O encontro reforça a mobilização conjunta de trabalhadores e empresários em defesa da indústria nacional da borracha, buscando soluções para garantir competitividade, desenvolvimento econômico e preservação dos empregos em um setor estratégico para a economia brasileira.
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