PUBLICADO EM 05 de ago de 2026

Colunista: Márcio Ferreira

Trabalhadores mortos na Bombril: empresas precisam cumprir a nova NR-01 para que tragédias como essa não se repitam!

As Mortes na Bombril despertam um debate necessário sobre saúde mental e segurança no ambiente de trabalho. Saiba mais.

Para o presidente do Sintrabor, Márcio Ferreira, as mortes na Bombril evidenciam a necessidade de políticas rigorosas de gestão de riscos psicossociais nas empresas.

Para o presidente do Sintrabor, Márcio Ferreira, as mortes na Bombril evidenciam a necessidade de políticas rigorosas de gestão de riscos psicossociais nas empresas.

A tragédia ocorrida na fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, no dia 1º de agosto, envolvendo trabalhadores de uma empresa terceirizada, provoca um grande debate sobre a questão da saúde mental e a segurança no local de trabalho. De acordo com as notícias vinculadas pela grande imprensa, a polícia ainda vai apurar as reais circunstâncias que levaram um trabalhador a matar três colegas e ainda tirar a própria vida dentro da delegacia após a prisão. Porém, depoimentos preliminares de pessoas que presenciaram o ataque afirmam que o agressor sofria bullying.

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Independentemente do que motivou o crime, é importante que as empresas sejam mais rigorosas em suas políticas de gestão dos riscos psicossociais no local de trabalho e não vejam isso apenas como uma boa prática dentro do ambiente laboral.

Inclusive, a NR-01, que foi atualizada recentemente em 26 de maio de 2026, estabelece que as empresas devem identificar e avaliar fatores de assédio moral, violência, discriminação e outras situações que atentam e comprometem a saúde mental dos trabalhadores. É obrigação do empregador adotar protocolos de prevenção e canais de acolhimento para reduzir esses fatores de risco.

Infelizmente, a tragédia aconteceu. Resta agora às empresas adotarem, dentro do local de trabalho, medidas mais eficazes de prevenção com o objetivo de minimizar os riscos psicossociais. Investir na proteção da saúde mental fortalece as relações de trabalho e evita que episódios como esse voltem a se repetir.

Márcio Ferreira é presidente do Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo e Região, Sintrabor, e da Fenabor

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