Pode ocorrer que o dirigente sindical, já tendo em mente sua chapa eleitoral completa, ao procurar influir no voto de seus colegas de diretoria, dos ativistas e das lideranças da categoria, tenha que mudar algumas de suas opções.
Isto dificilmente ocorre nas candidaturas para o Executivo, principalmente a candidatura a presidente (que determina a orientação da chapa), mas pode ocorrer em todas as outras dependendo do acerto coletivo das escolhas individuais que convenceram o dirigente à mudança.
Passa a ser importante para cada entidade sindical realizar o processo de escolha eleitoral o mais coletivamente possível, integrado com os candidatos, convidando-os às reuniões de diretoria ou assembleias e levando-os aos locais de trabalho ou porta de fábrica.
Seria ideal que houvesse uma coordenação entre as direções dos partidos que apoiam as reivindicações dos trabalhadores e as direções sindicais para a otimização das escolhas e das tarefas; isso não ocorrendo, cabe aos sindicatos agir em favor dos melhores candidatos de maneira democrática, efetiva e inteligente.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical


