
Apresentado por Francisco Xavier da Silva Filho, o Chiquinho, o Conducast reuniu o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, advogada e escritora Dra. Julia Cassab e a advogada Dra. Claudia Patah.
Os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho, a necessidade de ampliar a igualdade de oportunidades e a defesa de políticas públicas voltadas à qualidade de vida foram os temas da edição desta quinta-feira (6) do Conducast, podcast apresentado por Francisco Xavier da Silva Filho, o Chiquinho.
O programa reuniu o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, a advogada e escritora Dra. Julia Patah Cassab e a Dra. Claudia Patah, que discutiram questões como a dupla jornada feminina, a valorização do trabalho das mulheres e a importância da redução da jornada de trabalho para promover mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Durante a entrevista, Julia Patah Cassab apresentou as reflexões reunidas no livro Elas Pagam Duas Vezes, que aborda a realidade do encarceramento feminino no Brasil. A obra evidencia a dupla punição enfrentada pelas mulheres privadas de liberdade: além da pena imposta pela Justiça, elas carregam o estigma social que dificulta a reconstrução de suas vidas após o cumprimento da sentença. Baseado em histórias reais, o livro também retrata trajetórias marcadas pela pobreza, pela violência e pelo abandono, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à ressocialização e à garantia de direitos.
Ao longo do debate, Ricardo Patah reafirmou que uma das principais bandeiras da UGT é o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo o dirigente sindical, a redução da jornada beneficia toda a classe trabalhadora, mas representa um avanço ainda mais importante para as mulheres, que frequentemente acumulam a jornada profissional com as tarefas domésticas e os cuidados com filhos, idosos e outros familiares.
Para Patah, reduzir o tempo de trabalho é uma medida que contribui para preservar a saúde física e mental, fortalecer a convivência familiar e ampliar a qualidade de vida. Ele ressaltou ainda que a luta pelo fim da escala 6×1 também é uma pauta de justiça social e igualdade de gênero, permitindo que as mulheres tenham mais tempo para a família, a qualificação profissional, o lazer e o autocuidado, sem abrir mão de seus direitos trabalhistas.
O episódio do Conducast reforçou a importância de ampliar o debate sobre a valorização do trabalho feminino e a construção de relações de trabalho mais justas e igualitárias, reafirmando o compromisso da UGT com a defesa dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros.
Veja aqui o programa:
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