PUBLICADO EM 16 de abr de 2026

Sinthoresp reforça mobilização pelo fim da escala 6×1 na CONCLAT 2026

O Sinthoresp reforça mobilização na Conferência da Classe Trabalhadora, fortalecendo a luta pelos direitos trabalhistas em Brasília.

A mobilização do Sinthoresp na Conferência da Classe Trabalhadora destaca a importância da união entre os trabalhadores.

A mobilização do Sinthoresp na Conferência da Classe Trabalhadora destaca a importância da união entre os trabalhadores.

O Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de São Paulo e Região (Sinthoresp) marcou presença na Conferência da Classe Trabalhadora, CONCLAT 2026, realizada nesta quarta-feira (15), em Brasília, integrando a Marcha da Classe Trabalhadora com uma comitiva formada por trabalhadores e dirigentes sindicais.

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A delegação partiu de São Paulo na terça-feira (14), em dois ônibus, e se somou a caravanas de diversas regiões do país na Esplanada dos Ministérios, em um grande ato nacional em defesa dos direitos trabalhistas.

A participação da entidade ocorre no âmbito da CONCLAT, espaço de articulação que reúne oito centrais sindicais em torno de uma pauta unificada. Nesta edição, foi aprovada a Pauta da Classe Trabalhadora – CONCLAT 2026–2030, documento que reúne 68 reivindicações construídas coletivamente, com foco na valorização do trabalho, no fortalecimento da democracia e na ampliação da proteção social.

Fim da escala 6×1 é prioridade para a categoria

Entre as principais bandeiras defendidas pelo Sinthoresp está o fim da escala 6×1 — uma reivindicação que dialoga diretamente com a realidade dos trabalhadores representados pelo sindicato, especialmente nos setores de hotéis, bares, restaurantes, motéis e lanchonetes.

Para o vice-presidente do sindicato, Rubens Fernandes da Silva, a atual jornada impõe fortes impactos à vida dos trabalhadores. “Essa escala prejudica muito a categoria, que fica afastada do convívio familiar, dos estudos, do lazer e do descanso. A nossa expectativa é que consigamos uma vitória espetacular para o trabalhador brasileiro”, afirmou.

A ida a Brasília, segundo o dirigente, representa uma forma concreta de pressionar o Congresso Nacional em um momento em que o debate sobre a redução da jornada e o fim da escala 6×1 ganha força no cenário político e institucional.

Atuação nas ruas e nas articulações políticas

A presença do Sinthoresp na capital federal ocorreu em duas frentes. Enquanto trabalhadores e diretores participaram da marcha e das mobilizações nas ruas, Rubens Fernandes representou a entidade nas articulações com a cúpula sindical.

Além de vice-presidente do sindicato, o dirigente também integra a direção da Força Sindical e acompanhou reuniões preparatórias, bem como a entrega formal da pauta ao governo federal e ao Congresso Nacional.

A agenda teve início ainda na véspera, quando Rubens representou o Sinthoresp nas atividades comemorativas pelos 50 anos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Já no dia da CONCLAT, o foco esteve na mobilização nacional, na aprovação da pauta unitária e na pressão política pela votação de medidas de interesse da classe trabalhadora.

Bandeiras da mobilização

Durante a Marcha da Classe Trabalhadora 2026, as centrais sindicais e as entidades participantes defenderam um conjunto de reivindicações prioritárias, entre elas:

  • Redução da jornada de trabalho sem redução de salário;
  • Fortalecimento das negociações coletivas;
  • Combate à pejotização;
  • Enfrentamento das fraudes trabalhistas;
  • Ampliação dos direitos das mulheres trabalhadoras.

A participação do Sinthoresp reforça o engajamento da categoria nas lutas nacionais por melhores condições de trabalho e valorização profissional.

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