
Centrais sindicais denunciam restrições ao voto nas eleições/Foto Jaelcio Santana
As centrais sindicais divulgaram nota oficial denunciando restrições ao transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado domingo, 25 de outubro de 2026.
Segundo as entidades, diversas cidades reduziram a circulação de ônibus, dificultando o deslocamento de milhares de eleitores e comprometendo o exercício pleno da cidadania brasileira.
Além disso, as organizações denunciaram restrições em outros meios de transporte, incluindo voos e embarcações no Amazonas, e cobraram esclarecimentos imediatos das autoridades públicas responsáveis.
As centrais destacaram que as medidas contrariaram determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu funcionamento integral da frota de transporte público durante as eleições presidenciais.
Diante desse cenário, as entidades classificaram a situação como uma ameaça à democracia e defenderam investigações para identificar responsabilidades e assegurar os direitos dos eleitores brasileiros.
Por fim, as organizações reafirmaram a necessidade de fiscalização efetiva e providências urgentes para impedir que dificuldades de transporte comprometam a participação popular nas eleições brasileiras.
Leia, a seguir, a íntegra da nota oficial das centrais sindicais:
Nota das centrais sindicais
Brasileiros não podem ser impedidos de exercer a cidadania
É inadmissível que, em uma democracia, em pleno século 21, cidadãos aptos a votar sejam impedidos de exercer seu direito de forma deliberada, tendenciosa e nefasta.
É o que, infelizmente, presenciamos neste 25 de outubro, dia do segundo turno da eleição presidencial, em diversas cidades do Brasil. Contrariando uma ordem do STF que determina que o transporte público em dia de eleição deve operar com 100% de sua capacidade, algumas cidades restringiram a frota, deixando milhares de eleitores nos pontos de ônibus, sem saber se conseguiriam chegar às urnas — e, em alguns casos, sem conseguir.
Além dos ônibus urbanos, há também denúncias de restrições inexplicáveis em outros meios de transporte, como voos e barcas no rio Amazonas.
Trata-se de uma situação que fere a democracia e exige providências imediatas.
Precisamos estar atentos e cobrar das autoridades e dos órgãos responsáveis pela fiscalização uma atuação efetiva.
Mais do que identificar responsabilidades entre as administrações estaduais e municipais, é necessário esclarecer as denúncias e garantir que nenhum eleitor seja prejudicado pela falta de transporte.
São Paulo, 25 de outubro de 2026.
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor


