PUBLICADO EM 23 de out de 2026

Ato em São Paulo reúne frente ampla em defesa da democracia

Ato do Direitos Já! reúne Alckmin, Marina, Tebet e mais de 100 entidades em São Paulo pela democracia, soberania e Estado de Direito

Ato em São Paulo reúne frente ampla em defesa da democracia

O Ato de Frente Ampla em defesa da democracia reuniu importantes líderes. Confira a importância da mobilização para o Brasil.

O Ato de Frente Ampla pela Democracia e pela Soberania reuniu, nesta quinta-feira (22), lideranças políticas, representantes sindicais e organizações sociais na capital paulista brasileira.

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Promovido pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia, o encontro aconteceu na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, e mobilizou diferentes setores da sociedade civil.

Além disso, participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, Marina Silva, Simone Tebet, parlamentares, intelectuais, artistas e representantes de organizações comprometidas com a defesa das instituições democráticas.

A mobilização marcou a 15ª edição do evento e reuniu representantes de diferentes correntes políticas em apoio à chapa Lula-Alckmin no segundo turno das eleições.

Nesse contexto, o encontro destacou a importância da unidade democrática, do respeito à Constituição, da soberania nacional e da preservação dos direitos fundamentais da população brasileira.

Alckmin defende informação e participação popular

Ao encerrar o encontro, Geraldo Alckmin destacou a importância de esclarecer a população sobre as propostas apresentadas pelos candidatos e fortalecer a participação dos eleitores brasileiros.

“O povo não erra. Ele precisa ter todas as informações. E cabe a nós, é nosso dever, esclarecer a população”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Além disso, Alckmin abordou diferenças entre governos, mencionou investigações envolvendo adversários políticos e ressaltou a necessidade de compromisso com os princípios democráticos e constitucionais brasileiros.

Marina Silva destaca defesa do regime democrático

Durante sua participação, Marina Silva defendeu a preservação das instituições democráticas e destacou que a alternância de governos deve ocorrer dentro das regras constitucionais do país.

“Numa democracia há alternância de poder. O que não pode haver é alternância de regime”, afirmou Marina Silva, ao destacar a importância da estabilidade democrática brasileira.

A ex-ministra também comentou o cenário eleitoral e ressaltou a importância da participação popular, do respeito às diferenças e da defesa das instituições democráticas do país.

Simone Tebet comenta cenário eleitoral

Simone Tebet destacou o cenário eleitoral apresentado pela pesquisa Datafolha, que apontou empate entre Lula e Flávio Bolsonaro, com 50% dos votos válidos para cada candidato.

“Hoje, exatamente hoje, faltando três dias, nós estamos numericamente empatados. O que significa que esta eleição ainda não está decidida”, afirmou a ex-ministra Simone Tebet.

Além disso, Tebet ressaltou a importância da participação dos eleitores no processo democrático e destacou o papel da comunicação na reta final da disputa presidencial.

Lideranças de diferentes partidos defendem a democracia

O encontro também reuniu representantes de diferentes partidos, incluindo integrantes do PSDB, PSD e PSB, além de lideranças que defenderam a união democrática nacional.

A deputada federal Tabata Amaral destacou que diferenças partidárias não impedem a construção de consensos em torno da defesa das instituições e dos direitos fundamentais.

“Eu não preciso ser petista para ter clareza de qual é o caminho no próximo domingo”, afirmou Tabata Amaral, ao defender sua posição no segundo turno.

Já Mário Covas Neto, filho do ex-governador paulista, destacou que a disputa eleitoral ultrapassa diferenças partidárias e envolve questões fundamentais para o futuro da democracia brasileira.

Manifesto defende democracia e soberania nacional

Durante a abertura, Fernando Guimarães, coordenador do Direitos Já!, apresentou o manifesto “Segundo turno: em defesa da Democracia, do Estado de Direito e da Soberania”.

O documento, assinado por mais de 100 organizações, alerta para ataques à Justiça Eleitoral, disseminação de desinformação e ameaças ao funcionamento das instituições democráticas brasileiras.

Além disso, o manifesto defende os direitos sociais, econômicos e ambientais previstos na Constituição, o respeito às instituições e a preservação da soberania nacional brasileira.

Por fim, o encontro reafirmou a importância da articulação entre diferentes setores da sociedade para fortalecer a democracia, preservar direitos e combater ameaças institucionais no país.

Leia a carta:

Não há neutralidade possível

No domingo, o Brasil escolhe mais do que um governo. Escolhe se as instituições que resistiram à tentativa de golpe continuarão de pé, ou se serão entregues a um projeto que tem como bandeira anistiar quem tentou destruí-las.

O Direitos Já nasceu em 2019 reunindo pessoas que discordam em quase tudo, menos no essencial: a democracia não é um lado da disputa, é a condição para que haja disputa. É em nome desse essencial que nos dirigimos a quem ainda não se manifestou: lideranças empresariais, acadêmicas, religiosas, da cultura, da educação, do meio ambiente e das organizações da sociedade civil.

Um governo de Flávio Bolsonaro não seria uma simples alternância de poder. Seria a volta de um projeto que tratou o Supremo como inimigo, a ciência como suspeita, a Amazônia como fronteira a ser derrubada, a universidade e a cultura como alvos, e a diplomacia brasileira como instrumento de alinhamentos pessoais. O país já conhece esse preço. Ele foi pago em florestas, em instituições e em credibilidade internacional.

Sabemos que muitos preferem se preservar e esperar. Mas há momentos em que o silêncio deixa de ser prudência e passa a ser escolha. Uma das maiores ameaças desta eleição é a abstenção de quem pensa em ficar em casa por não se reconhecer em nenhum candidato. Cada democrata que se abstém fortalece quem não é democrata.

Em 2022, brasileiros de convicções muito diferentes souberam colocar o país acima de suas preferências. Esse gesto precisa se repetir, e quanto mais cedo, mais forte ele será.

Por isso, o Direitos Já reafirma seu apoio e convoca: no domingo, vote em Lula e Alckmin. Converse com quem pensa em ficar em casa. Se tem voz pública, não a guarde para depois. A história registra quem falou e quem se calou quando era preciso.

Direitos Já! Fórum pela Democracia

Veja aqui o ato

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