Colunista José Pereira dos Santos

Essa reforma, não!

O sindicalismo sempre defendeu reformas. Caso emblemático foi o apoio às reformas de base propostas pelo presidente Jango. Para o sindicalismo, cada reforma produz um avanço e este cria condições pra novos avanços.

É hora de reagir!

Quando Michel Temer aprovou a reforma trabalhista, ele alegava que os empregos voltariam. O sindicalismo dizia que não, porque aquela reforma, acompanhada de duro ajuste fiscal, só agravaria a recessão. Foi o que aconteceu. Em maio deste ano, o Brasil gerou só 32.140 vagas formais. Insuficientes pra mexer no quadro nacional, que mostra um contingente superior a 28 milhões de pessoas desempregadas ou trabalhando menos do que gostariam ou desistiram de procurar emprego.

Nosso País afunda

O jornal O Estado de S. Paulo, do dia 23, mostra que nos últimos cinco anos os salários perderam 16% do poder de compra. Entre os mais pobres, a perda média chega a 20%, de acordo com dados do IBGE. Ou seja, nosso País afunda. Quem vai responder por isso?

Repúdio à política do ódio

A política manda no mundo. Sãos os atos e decisões dos políticos que afetam nosso emprego, nosso acesso à saúde, nossa educação, nossa mobilidade, enfim, nossa qualidade de vida.

Educação e democracia

Existe relação direta entre democracia e Educação. Quanto mais educado um povo, maior seu apreço pelo regime democrático. Mesmo quando derrotado por projetos autoritários, maior poder de superação tem esse povo. Não é difícil entender por que isso ocorre, pois a democracia é o regime dirigido pelas leis. Essas leis são escritas na legislação comum ou nas Constituições. Os povos com elevado grau de Educação têm mais condições de conhecer as leis e seu alcance, como também de reconhecer que elas sejam respeitadas, a bem da coletividade.

Educação versus atraso

A bem da verdade, os governos nunca investiram o suficiente na Educação. Houve uma experiência histórica no Rio Grande do Sul, no final dos anos 1950, quando o governador Brizola construiu 6.300 escolas. Décadas depois, o mesmo Brizola viria a investir 54% do orçamento do Rio de Janeiro em seu projeto educacional.

Brasil não merece isso

Sábado, dia 4, a “Folha de S.Paulo” deu de manchete: “Indústria cai 1,3% e reforça desconfiança sobre crescimento”. E logo abaixo: “Pessimismo de investidores e consumidores desaquece mercado interno, que não compensa recuo em exportações”. Diz mais ainda o texto de primeira página: “Em relação a março de 2018, a queda é de 6,1%”.

56 anos metalúrgicos

Na próxima terça, dia 30, nosso Sindicato completa 56 anos. No dia 3, em nossa sede, vamos homenagear e entregar medalhas a sócios mais antigos. Fazemos assim todo ano, como reconhecimento às gerações de associados que formam a base da nossa entidade e nos apoia em todas as horas.

Presidente despreparado

Já Bolsonaro não construiu uma carreira e nada fez pra se credenciar ao comando do País que tem o quarto maior território do mundo, as maiores reservas minerais e naturais, possui muito petróleo, é uma das 10 maiores economias da atualidade e, principalmente, tem urgência em crescer, com democracia e justiça social.

A reforma errada

Bolsonaro errou. A primeira reforma a ser feita no Brasil é a tributária e não a previdenciária. Devemos começar por ela, pois é a única capaz de tirar a economia da inércia, aquecer o mercado interno e gerar os empregos que necessitamos.