PUBLICADO EM 08 de jul de 2020
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Colunista José Pereira dos Santos

Propostas do sindicalismo para o Brasil sair da crise

A crise é dramática e tende a ser muito longa. Mas haverá de ser superada. E essa superação não se fará com uma medida isolada do governo. Ao contrário. Sua superação demandará ampla mobilização social e forte ação das entidades organizadas.

As Centrais Sindicais são entidades trabalhistas e também da sociedade. E elas não têm se omitido, seja quanto ao problema da pandemia, à defesa do emprego, ao crédito a pequenas empresas e também pra socorrer os setores mais pobres da população.

Nesta quarta (8), o sindicalismo mostra mais uma vez sua responsabilidade e civismo, ao realizar ato em Brasília e entregar ao Ministério da Economia documento com propostas da classe trabalhadora. Propostas, aliás, que faltam a Bolsonaro e a Paulo Guedes, cuja única saída apresentada é privatizar tudo e desnacionalizar a economia.

Agenda – Entre as propostas estão: 1) Fortalecer a agricultura familiar, garantindo segurança alimentar e renda no campo; 2) Apoiar os empreendimentos solidários, inclusive dos MEIs; 3) Fortalecer o SUS, com investimentos no complexo da saúde e nacionalização da produção; 4) Investir na ampliação do saneamento básico; 5) Implementar Programa Habitacional; 6) Investir em infraestrutura, retomando obras paradas; 6) Investir em energia; 7) Reconversão industrial no complexo da saúde e em demais setores estratégicos da economia; 8) Auxílio Emergencial de R$ 600,00 até dezembro; 9) Liberar crédito às micro e pequenas empresas.

Ou seja, as entidades de trabalhadores não só têm um conjunto de propostas, como se dispõem a atuar com o governo e o empresariado pra colocá-las em prática. O ato nesta quarta no Ministério da Economia, além de criticar a inoperância do governo, mostra a disposição do sindicalismo em ajudar a tirar o Brasil do atoleiro.

Guarulhos – O movimento sindical tem buscado, junto ao prefeito, medidas eficazes contra o coronavírus. Queremos a retomada segura da economia, especialmente no transporte coletivo. É preciso higienizar veículos, pontos e terminais, bem como garantir o distanciamento dos passageiros.

Vítima – O presidente Jair Bolsonaro contraiu Covid-19. Desejo que supere a doença. E entenda, finalmente, que não se trata de gripezinha. Na condição de chefe de Estado, ele receberá cuidados médicos especiais. Não corre risco, portanto, de agonizar em corredor de hospital, como tantos brasileiros que já morreram por falta de socorro.

José Pereira dos Santos – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região e secretário nacional de Formação da Força Sindical

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