PUBLICADO EM 10 de mar de 2021
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Colunista José Pereira dos Santos

Longa vida à Força Sindical

Desde que passaram a existir enquanto classe social, os trabalhadores procuraram se organizar. Primeiro, em associações de mútuo socorro; depois, em Sindicatos, Federações e Confederações. Na época mais moderna surgiram as Centrais Sindicais.

Uma dessas Centrais é a Força Sindical, que na segunda, Dia Internacional da Mulher, completou 30 anos. A Força já está presente em todo o País, com forte atuação no setor privado e entre os trabalhadores da indústria.

Nosso Sindicato é um dos fundadores da Força Sindical e sempre ocupou postos em sua direção. Desde o início acreditamos no projeto da Central, que propunha uma entidade plural, onde pudessem conviver várias correntes políticas e sindicais, bem como predominasse a disposição de dialogar com as autoridades, a classe patronal e a sociedade.

As Centrais Sindicais já viveram momentos de fortes disputas. Porém, o amadurecimento ensinou que os pontos de convergência são muito maiores do que eventuais discordâncias. Hoje, as Centrais atuam com unidade, até porque os interesses dos trabalhadores estão acima das disputas.

Destaco também nessas três décadas a disposição em atuar pelo crescimento nacional. A Central tem um projeto para o Brasil, que não fica restrito ao campo trabalhista. São fortes os vínculos da Força Sindical com as questões cidadãs, as lutas dos aposentados, a cultura, o meio ambiente e temas econômicos, como o fortalecimento da nossa base industrial.

Nesses 30 anos, a Força Sindical esteve na linha de frente por aumento real ao salário mínimo, correção do Fundo de Garantia e redução dos descontos do imposto de renda nos salários. A Central também combateu as reformas trabalhista e da Previdência, que são lesivas aos trabalhadores.

Atualmente, tem cobrado vacina pra todos os brasileiros, retorno do Auxílio Emergencial de R$ 600,00 e medidas pela geração de empregos, incluindo-se a liberação de crédito para micro e pequenas empresas.

Quando fundada, em 8 de março de 1991, a Força Sindical passou a ser presidida por seu idealizador, Luiz Antônio de Medeiros. Hoje, quem a preside é o metalúrgico Miguel Torres.

Longa vida à Força Sindical e muita disposição de luta pra vencermos a recessão, a pandemia e o presidente extremista que aí está.

José Pereira dos Santos – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região e secretário nacional de Formação da Força Sindical

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Rádio Peão Brasil

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