
Café: trabalhadores rejeitam proposta na primeira rodada
A negociação da Convenção Coletiva 2026/2027 do setor de Café Torrado e Moído começou com rejeição à proposta patronal apresentada durante a primeira rodada realizada.
Realizada na sede da FITIASP, a reunião discutiu as reivindicações dos trabalhadores do setor, cuja data-base ocorre em 1º de setembro, conforme informou a categoria.
Inicialmente, a bancada patronal propôs reajuste salarial de 3,98%, correspondente ao INPC, piso de R$ 2.095,15, cesta básica de R$ 363,93 e PLR diferenciada também.
Os valores da PLR apresentados pelas empresas variam entre R$ 2.106,17 e R$ 3.308,12, conforme o porte de cada companhia abrangida pela negociação coletiva atual.
Entretanto, a representação dos trabalhadores rejeitou a proposta e apresentou contraproposta com reajuste salarial de 6%, buscando garantir aumento real e ampliar direitos da categoria.
A pauta reivindica piso normativo de R$ 2.500, cesta básica e natalina de R$ 500, PLR linear de R$ 3.500 e vale-refeição de R$ 60.
Avanços nas cláusulas sociais
Além disso, os trabalhadores reivindicam licença-paternidade de 20 dias, estabilidade após afastamento por doença, combate ao assédio moral, auxílio-creche e adicional por tempo de serviço.
A categoria também defende a manutenção das demais garantias previstas na Convenção Coletiva anterior, reforçando a mobilização por melhores salários, benefícios e condições de trabalho.
Seguimos mobilizados
“Nossa posição é clara: não vamos abrir mão de lutar por melhores salários, benefícios e condições de trabalho para a categoria”, afirmou a representação trabalhista.
Após receber a contraproposta, a bancada patronal informou que consultaria as empresas, enquanto nova rodada de negociação ficou marcada para 22 de setembro deste ano.
A representação sindical segue acompanhando cada etapa das negociações e mantém a mobilização em defesa dos trabalhadores do setor de Café Torrado e Moído.

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