PUBLICADO EM 13 de maio de 2026

Inflação perde força em abril apesar da alta dos alimentos

Inflação desacelerou para 0,67% em abril, porém alimentos, medicamentos e combustíveis continuam pressionando o orçamento das famílias brasileiras

Inflação perde força em abril apesar da alta dos alimentos

Inflação perde força em abril apesar da alta dos alimentos

A inflação oficial desacelerou para 0,67% em abril, após registrar 0,88% em março. Entretanto, alimentos, medicamentos e combustíveis seguiram pressionando o orçamento familiar brasileiro.

De acordo com o IBGE, alimentos e bebidas avançaram 1,34% em abril. Além disso, saúde e cuidados pessoais subiram 1,16%, impactando diretamente o índice nacional.

Entre os alimentos, cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes registraram altas importantes. Por outro lado, café moído e frango em pedaços recuaram.

O gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, atribuiu parte das altas alimentares à restrição de oferta, ao clima seco e aos custos elevados do transporte.

Além disso, os produtos farmacêuticos aumentaram 1,77% após autorização federal para reajustes nos medicamentos. Perfumes e itens de higiene pessoal também registraram elevação relevante.

No grupo Habitação, gás de botijão e energia elétrica puxaram os preços. Ainda assim, Transportes desacelerou fortemente devido à queda expressiva das passagens aéreas.

Regionalmente, Goiânia registrou a maior inflação mensal, influenciada pelos aumentos da gasolina e água. Enquanto isso, Brasília apresentou a menor variação entre capitais.

O INPC, utilizado em negociações salariais, avançou 0,81% em abril. Dessa maneira, o índice acumula alta de 2,70% no ano e 4,11% anualizados.

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