
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) em Minas Gerais manifestou solidariedade aos trabalhadores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e criticou a condução do governo Romeu Zema (Novo-MG) diante da campanha salarial da categoria.
Segundo a entidade, a direção da empresa estaria utilizando o cenário de crise econômica para promover medidas que resultariam em arrocho salarial, retirada de direitos e enfraquecimento da estrutura da companhia. A CTB Minas também afirma que o governo estadual mantém como objetivo a privatização da Cemig, empresa que há décadas ocupa posição de destaque no setor de energia elétrica.
A central sindical também questiona a postura da empresa nas negociações coletivas. De acordo com a CTB Minas, a Cemig ainda não teria aceitado receber as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores e estaria ameaçando adotar medidas de retaliação.
Para a entidade, o momento exige diálogo e sensibilidade nas negociações, especialmente diante das dificuldades econômicas enfrentadas pelos trabalhadores e dos impactos provocados pela pandemia de Covid-19. A CTB Minas avalia que a tentativa de alterar os atuais acordos coletivos representa um retrocesso nas relações de trabalho.
A central também critica os gastos da companhia com sua estrutura administrativa. Segundo a CTB Minas, mesmo após o fechamento de 50 bases operacionais, o governo Zema teria ampliado o número de diretorias da Cemig. A entidade afirma que as despesas mensais apenas com os cargos mais altos da administração ultrapassariam R$ 4,5 milhões.
Diante desse cenário, a CTB Minas reafirma seu apoio aos trabalhadores da Cemig e defende a manutenção dos direitos previstos nos acordos coletivos, além de se posicionar contra a privatização da companhia.
“Todo apoio aos trabalhadores! Não à retirada de direitos! Não à privatização da Cemig!”, afirma a entidade.
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