PUBLICADO EM 26 de ago de 2026

Lideranças sindicais da América Latina, Caribe e África reúnem-se na UGT

Reunião internacional debateu democracia, economia do cuidado, inteligência artificial e os desafios para o futuro do trabalho

CSA reúne na UGT lideranças sindicais da América Latina, Caribe e África em defesa da unidade e da democracia

CSA reúne na UGT lideranças sindicais da América Latina, Caribe e África em defesa da unidade e da democracia

A sede nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo, recebeu, nos dias 25 e 26 de agosto, a Reunião Sindical e Conferência Política – América Latina, Caribe e África, promovida pela Confederação Sindical das Américas (CSA).

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O encontro reuniu lideranças sindicais de diferentes países para analisar os desafios do mundo do trabalho, a conjuntura política internacional e a necessidade de fortalecer a unidade entre as organizações dos três continentes.

Na abertura, o presidente da UGT, Ricardo Patah, ressaltou a importância da iniciativa diante de um cenário mundial marcado pelo avanço de forças de extrema direita. Segundo o dirigente, organizações sindicais e forças progressistas precisam ampliar o diálogo e atuar de maneira cada vez mais articulada em defesa da democracia, dos direitos sociais e dos interesses da classe trabalhadora.

O secretário-geral da CSA, Rafael Freire, conduziu os trabalhos e destacou a importância de aproximar as organizações sindicais da América Latina, do Caribe e da África. A articulação busca construir estratégias comuns diante das transformações econômicas, sociais, tecnológicas e políticas que atingem os trabalhadores em diferentes partes do mundo.

Economia do cuidado e inteligência artificial

Entre os principais temas debatidos estiveram a valorização da economia do cuidado, os impactos da inteligência artificial sobre as relações de trabalho e a gestão sindical, os desafios para o futuro do trabalho e a necessidade de fortalecer a unidade sindical para além das fronteiras nacionais.

O secretário de Integração para as Américas da UGT, Sidnei Corral, afirmou que a economia do cuidado precisa ocupar um espaço cada vez maior na agenda sindical, considerando o papel fundamental desempenhado pelos trabalhadores — especialmente pelas mulheres — nessas atividades.

Corral também chamou a atenção para as transformações provocadas pelas novas tecnologias e pela inteligência artificial, tanto nas relações de trabalho quanto na própria organização das entidades sindicais.

Sindicalismo internacional contra o avanço da extrema direita

O diretor do Escritório de Atividades para os Trabalhadores da Organização Internacional do Trabalho (ACTRAV-OIT), Oliver Röpke, reafirmou seu compromisso com o fortalecimento do sindicalismo mundial.

Röpke destacou a importância da primeira reunião envolvendo organizações sindicais da América Latina, do Caribe e da África, realizada em um momento considerado estratégico diante do crescimento da extrema direita em diferentes regiões do mundo.

Ao todo, participaram 18 dirigentes sindicais de 17 países, entre eles Angola, Argélia, Botsuana, Burkina Faso, Argentina, Brasil, Colômbia, Haiti, Cabo Verde, Congo-Brazzaville, Costa do Marfim, Etiópia, Gabão, Honduras, México, Panamá e República Dominicana. O encontro também contou com representantes da Confederação Sindical Internacional (CSI), de centrais sindicais e de movimentos sociais brasileiros.

Unidade para enfrentar desafios globais

A conferência reforçou a necessidade de construir uma agenda internacional comum, baseada na defesa do trabalho decente, da democracia, da justiça social e dos direitos trabalhistas.

Mais do que um espaço de debate, a reunião representou um momento de articulação e solidariedade entre trabalhadores de diferentes regiões. A iniciativa fortaleceu a compreensão de que os desafios impostos pelas transformações econômicas, tecnológicas e políticas exigem respostas coletivas e uma atuação sindical coordenada internacionalmente.

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