
O trágico acidente na Ponte do Esqueleto reacende o debate sobre segurança em atividades extremas e a fiscalização adequada. Foto: Wikipedia
A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de “rope jumping” na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, provocou comoção nacional e reacendeu o debate sobre a falta de fiscalização e de medidas de segurança no local. O acidente aconteceu no último sábado (13). Segundo as informações divulgadas, Maria Eduarda foi lançada da estrutura, com mais de 30 metros de altura, sem que a corda estivesse presa ao seu corpo, em uma falha grave da empresa responsável pela atividade.
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Diante da tragédia, a União Sindical dos Trabalhadores de Limeira (USTL) encaminhou um Ofício ao prefeito Murilo Félix nesta segunda-feira (15), solicitando medidas urgentes para restringir o acesso e reforçar a segurança na área.
A USTL, entidade que reúne 11 sindicatos de Limeira e uma confederação nacional de trabalhadores, afirma que a falta de fiscalização tem colocado em risco a integridade física da população.
“Manifestamos profunda preocupação com a extrema vulnerabilidade e o histórico de tragédias na localidade conhecida como Ponte do Esqueleto. Quantos acidentes e quantas vidas perdidas serão necessários para que os órgãos públicos tomem uma providência definitiva?”, questiona o documento encaminhado ao chefe do Executivo municipal.
No ofício, a entidade solicita o “bloqueio físico ou controle rigoroso de acesso nas vias que levam à ponte”, a instalação de “sinalização ostensiva de advertência sobre os riscos estruturais e de acidentes”, além da realização de “rondas periódicas da Guarda Civil Municipal ou de forças de segurança parceiras”. A USTL também pede uma “articulação urgente com os órgãos federais competentes para definir a zeladoria e a responsabilidade sobre o local”.
Área federal
A União Sindical reconhece que a área é de propriedade da União e, portanto, está sob responsabilidade federal. No entanto, ressalta que a indefinição entre os diferentes níveis de governo não pode servir de justificativa para a falta de ação.
“Independentemente da responsabilidade jurídica ou patrimonial do trecho caber à União, ao Estado ou ao Município, o dever primordial desta administração é proteger a nossa população. A omissão ou o impasse burocrático entre esferas governamentais não podem servir de justificativa para a inércia, enquanto mais famílias choram a perda de seus entes queridos”, destaca o documento.
“O espírito é de urgência, pois essa inércia tem favorecido a atuação de empresas e profissionais sem a menor qualificação no local. Se o acesso for restringido pelas vias municipais, com a instalação de avisos sobre a periculosidade da área e a realização de rondas da Guarda Civil Municipal, parte do problema poderá ser solucionada”, avaliou o presidente da USTL, Artur Bueno Júnior.
A entidade aguarda um posicionamento formal da Prefeitura de Limeira sobre as medidas que serão adotadas para evitar novas tragédias.
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