
A Força Sindical do Rio de Janeiro reuniu dirigentes sindicais, na última quinta-feira (23), para definir estratégias de mobilização. Assim, priorizou a aprovação da PEC que extingue a escala 6×1.
Participaram do encontro várias lideranças sindicais, de diversas categorias, entre as quais, o presidente do Sinpospetro RJ, Eusébio Luís Pinto Neto, a vice-presidente Aparecida Evaristo e representantes de diversas entidades sindicais fluminenses mobilizadas conjuntamente.
O presidente da Força Sindical RJ, Carlos Fidalgo, destacou que a unidade sindical será decisiva para ampliar a pressão sobre o Senado e acelerar a votação.
“A mobilização precisa crescer em todo o estado. Vamos unir trabalhadores, sindicatos e centrais para cobrar dos senadores a votação imediata da PEC. O fim da escala 6×1 é uma questão de dignidade, saúde e qualidade de vida para milhões de brasileiros”, afirmou Carlos Fidalgo.
Durante o encontro, os dirigentes articularam novas ações em defesa dos trabalhadores. Além disso, reforçaram a campanha nacional pelo fim da jornada considerada exaustiva pelas entidades sindicais.
Atualmente, a proposta permanece aguardando tramitação no Senado Federal. Entretanto, a demora amplia a insatisfação das centrais sindicais e fortalece a mobilização nacional organizada conjuntamente.
Durante o debate, Eusébio criticou a paralisação legislativa e convocou trabalhadores para intensificarem a pressão antes do encerramento definitivo do recesso parlamentar em agosto próximo.
“O Senado entrou em recesso sem votar o fim da escala 6×1, o que é inaceitável. Agora é hora de pressionar. Precisamos nos mobilizar, ocupar as ruas e cobrar que a proposta seja votada em agosto. Se deixarmos para depois das eleições, eles não terão pressa nenhuma! Não podemos esperar!”
Além disso, Eusébio criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por ainda não garantir o avanço da proposta na tramitação legislativa após compromissos assumidos anteriormente.
“O senador se reuniu com as centrais sindicais no dia 1º de julho. Disse que iria pautar a PEC e até retirar o período de transição de 60 dias que a Câmara colocou. Parecia um avanço, mas quase um mês se passou, o Senado entrou em recesso e nada aconteceu. A PEC está parada. Não foi para a Comissão de Constituição e Justiça, não tem relator. Ele prometeu, enrolou, mas parece que vai empurrar a pauta com a barriga”.
Por sua vez, Aparecida Evaristo destacou o impacto diário da escala sobre trabalhadores. Além disso, afirmou que a demora do Senado permanece injustificável atualmente.
“O povo quer. O governo apoia. A Câmara já aprovou. Só falta o Senado. Quem perde com isso? Você que trabalha seis dias por semana, pega ônibus lotado, chega em casa sem força para brincar com os filhos, não tem tempo nem para cuidar da saúde, muito menos para descansar”.
Na sequência, a dirigente reafirmou que a categoria continuará mobilizada. Dessa forma, defendeu pressão popular permanente até que os senadores deliberem sobre a proposta constitucional.
“Os senadores têm que fazer a vontade do povo. Se não fizerem, não vamos ficar calados. Haverá resposta nas ruas e nas urnas. Tempo para viver não é privilégio, é direito!”
Ao final, as entidades definiram intensificar a campanha durante agosto. Assim, promoverão atos públicos e articulações com gabinetes senatoriais para acelerar a votação da PEC.
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