
Um incêndio em um trem da Linha 12-Safira, entre as estações Brás e Tatuapé, interrompeu a circulação ferroviária e obrigou passageiros a evacuar a composição caminhando pelos trilhos até um local seguro.
A categoria dos ferroviários paulistas aprovou greve por tempo indeterminado, com início previsto para 4 de agosto. A mobilização protesta contra as privatizações implementadas pelo governo estadual.
A decisão ocorreu durante assembleia realizada na sexta-feira, 24, após sucessivas falhas nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade durante a última semana.
Incêndios, explosões e interrupções afetaram centenas de passageiros. Segundo os trabalhadores, os problemas começaram poucos dias após a empresa Trivia Trens assumir a operação.
Posteriormente, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo determinou que a CPTM reassuma emergencialmente a operação das três linhas durante noventa dias, inicialmente.
Entretanto, sindicatos questionam a decisão governamental. Para os representantes, se a CPTM consegue solucionar a crise, também poderia manter permanentemente a operação ferroviária.
Além disso, os ferroviários criticam o modelo de concessão adotado pelo governo paulista. Segundo eles, a iniciativa privada recebe recursos públicos enquanto reduz a qualidade.
A Fenametro estima que aproximadamente 75% dos investimentos previstos no sistema ferroviário continuam financiados pelos cofres estaduais, mesmo após as concessões à iniciativa privada.
Enquanto isso, conforme os trabalhadores, o poder público assume riscos financeiros elevados. Em contrapartida, empresas privadas obtêm lucros, enquanto passageiros enfrentam serviços considerados precários diariamente.
Dados oficiais do primeiro semestre de 2026 apontam crescimento de 27% nas falhas registradas em trens e metrôs paulistas, comparadas ao mesmo período anterior.
Mais problemas em linhas privatizadas
O levantamento indica que as linhas concedidas registraram maior número de problemas. Na Linha 7-Rubi, as falhas aumentaram 600% após privatização.
Segundo a CSP-Conlutas, a greve busca denunciar a política de privatizações adotada pelo governador Tarcísio de Freitas e defender a retomada da gestão pública ferroviária.
A central também afirma que o processo de privatização atinge outros serviços públicos. Além disso, critica políticas federais relacionadas à venda de empresas estatais estratégicas.
A CSP-Conlutas declarou apoio aos ferroviários paulistas. A entidade defendeu novas mobilizações e afirmou que greves e manifestações fortalecem a organização dos trabalhadores.
Incêncio Linha Rubi
Na manhã da última quinta-feira (23), um incêndio em um trem da Linha 12-Safira provocou uma grande interrupção no sistema ferroviário da Grande São Paulo e afetou milhares de passageiros. O incidente ocorreu entre as estações Brás e Tatuapé, obrigando os usuários a deixar a composição e caminhar pelos trilhos até um local seguro. Não houve registro de feridos.
O problema interrompeu a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, além do Expresso Aeroporto. Ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foram acionados para atender os passageiros, enquanto equipes trabalharam para restabelecer a operação. A circulação foi normalizada ao longo da tarde.
Responsabilidade e investigação
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade passaram a ser operadas pela concessionária Trivia Trens apenas dois dias antes do incidente, em substituição à CPTM, que permanece em fase de transição e supervisão da operação. A concessionária informou que o incêndio foi precedido por uma falha no fornecimento de energia elétrica em uma composição da Linha 12-Safira e afirmou que as causas do problema serão investigadas. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a origem da falha nem atribuição definitiva de responsabilidade.
Diante da gravidade do episódio, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e o governo paulista determinaram que a CPTM voltasse a operar, em conjunto com a concessionária, as três linhas e o Expresso Aeroporto por um período inicial de até 90 dias, enquanto são apuradas as causas do incidente e adotadas medidas para evitar novas ocorrências.
Leia também:
Frentistas reforçam mobilização antes de nova rodada de negociação
Frentistas reforçam mobilização antes de nova rodada de negociação



