
A UGT adere ao Pacto Nacional contra o Feminicídio, promovendo ações de prevenção e proteção às mulheres em todo o Brasil.
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) oficializou, na segunda-feira (3), sua adesão ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, iniciativa do Ministério das Mulheres que busca ampliar o compromisso de instituições públicas e da sociedade civil com ações de prevenção, conscientização e enfrentamento da violência de gênero. O ato, realizado na sede da central em São Paulo, reuniu dirigentes sindicais de diversas regiões do País, representantes de centrais sindicais e contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
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A assinatura do termo marcou o compromisso da UGT em incorporar políticas permanentes de proteção às mulheres em sua atuação sindical, fortalecendo ações voltadas à igualdade de gênero, ao combate ao feminicídio e à promoção de ambientes de trabalho mais seguros e livres de violência.
O presidente da UGT, Ricardo Patah, anfitrião da cerimônia, destacou que a adesão ao pacto representa um compromisso efetivo da Central com a defesa da vida e dos direitos das mulheres. Segundo ele, o enfrentamento da violência de gênero deve ser uma prioridade permanente do movimento sindical, que tem papel estratégico na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática.
A mesa de abertura reuniu ainda a vice-presidente da UGT, Cleonice Caetano; a secretária da Mulher da UGT, Maria Edna Medeiros; Maria Auxiliadora dos Santos, secretária nacional de Políticas para as Mulheres e de Gênero da Força Sindical e representante do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais; Juliana Corrêa Occhiena, do SindBast; Cátia Aparecida Laurindo, a Cátia Nega Show, da Nova Central; além do secretário-geral da UGT, Canindé Pegado.
Compromissos concretos
Em seu pronunciamento, Cleonice Caetano ressaltou que a adesão ao pacto não pode se limitar a um gesto simbólico.
“Não há projeto de desenvolvimento, democracia plena ou trabalho decente possível em um país onde mulheres continuam sendo assassinadas simplesmente por serem mulheres.”
Ela explicou que a UGT assume compromissos concretos para ampliar a proteção às trabalhadoras, entre eles a inclusão de cláusulas específicas de enfrentamento à violência nas negociações coletivas, o fortalecimento do diálogo com empregadores e poder público para garantir ambientes de trabalho seguros, a ampliação da formação sindical com perspectiva de gênero e a realização permanente de campanhas de conscientização contra o machismo e a violência.
A secretária da Mulher da UGT, Maria Edna Medeiros, reforçou a parceria da Central com o Ministério das Mulheres e afirmou que um dos principais desafios é ampliar a participação e o protagonismo feminino dentro das entidades sindicais. Ela também agradeceu a presença das dirigentes sindicais vindas de diferentes estados para acompanhar a solenidade.
Movimento sindical unido
Representando a Força Sindical, Maria Auxiliadora dos Santos destacou a importância da mobilização conjunta entre governo, entidades sindicais e sociedade para enfrentar a violência contra as mulheres.
“O combate à violência contra a mulher é uma responsabilidade de todos. Seguiremos firmes na defesa da vida, da igualdade de direitos e da construção de uma sociedade mais justa e segura para todas.”
Segundo a dirigente, o fortalecimento do Pacto Nacional amplia iniciativas de conscientização, prevenção e acolhimento, reforçando a necessidade de políticas públicas permanentes voltadas à promoção da igualdade e da proteção das mulheres.
Durante a cerimônia, dirigentes e convidados utilizaram adesivos em homenagem aos 20 anos da Lei Maria da Penha, ressaltando a importância da legislação como um dos principais instrumentos de enfrentamento à violência doméstica no Brasil.
Transformação cultural
Ao encerrar o evento, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que o combate ao feminicídio exige não apenas o fortalecimento das políticas públicas, mas também uma profunda mudança cultural.
Segundo ela, embora a Lei Maria da Penha represente uma conquista histórica, sua efetividade depende do compromisso de toda a sociedade. A ministra ressaltou que o movimento sindical possui papel estratégico na conscientização dos trabalhadores, na prevenção da violência e na construção de relações de trabalho baseadas no respeito, na igualdade e na dignidade das mulheres.
Após a solenidade, Márcia Lopes seguiu até a sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, no Vale do Anhangabaú, onde visitou o grande banner instalado na fachada da entidade em referência aos 20 anos da Lei Maria da Penha. A instalação simboliza o compromisso do movimento sindical com a campanha permanente de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Após a solenidade, os participantes visitaram o banner em homenagem aos 20 anos da Lei Maria da Penha instalado na fachada do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.
Ao final do encontro, as entidades sindicais reafirmaram que a adesão ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios representa mais do que um compromisso institucional: consolida uma agenda permanente de ações voltadas à defesa da vida, da igualdade de oportunidades, do fortalecimento das políticas públicas e da erradicação da violência de gênero no mundo do trabalho e na sociedade brasileira.
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