PUBLICADO EM 03 de jun de 2026

TRT reafirma direito de greve e eletricitários iniciam paralisação de 72 horas nas empreiteiras

Acompanhe a paralisação nas empreiteiras do setor elétrico e os motivos por trás da greve de 72 horas confirmada pelos trabalhadores.

Para Eduardo Annunciato Chicão, paralisação nas empreiteiras é consequência da falta de avanço das empresas

Para Eduardo Annunciato Chicão, paralisação nas empreiteiras é consequência da falta de avanço das empresas

A Campanha Salarial 2026/2027 dos trabalhadores das empreiteiras do setor elétrico ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (2). Após a realização de assembleias em diversas bases e da audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP), a categoria rejeitou a contraproposta apresentada pelo sindicato patronal, Sindinstalação, e confirmou o início de uma greve de 72 horas a partir da zero hora desta quarta-feira (3).

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Segundo o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (STIEESP), a audiência realizada no TRT não resultou em avanços capazes de atender às reivindicações dos trabalhadores. Durante a sessão, a entidade reafirmou ao Tribunal que a proposta patronal já havia sido rejeitada em assembleias e comunicou oficialmente a manutenção do movimento paredista.

De acordo com o boletim divulgado pelo Sindicato, o Sindinstalação tentou incluir uma nova cláusula de paz, condicionando a manutenção do reajuste pelo IPCA à suspensão de qualquer paralisação. A proposta foi recusada pela direção sindical, que manteve sua posição em defesa dos interesses da categoria.

TRT nega liminar e reforça negociação

Na audiência, o Tribunal reconheceu que ainda não existem critérios definidos pelas empresas para garantir a manutenção dos serviços essenciais durante a greve. Diante disso, determinou que as partes apresentem, no prazo de 24 horas, uma proposta conjunta para assegurar a prestação dos serviços indispensáveis à população, conforme estabelece a Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989).

O TRT também não concedeu a liminar solicitada pelo setor patronal para impedir a paralisação e reforçou a necessidade de continuidade das negociações entre empresas e trabalhadores.

Segundo o Sindicato, um dos principais entraves continua sendo a ausência de avanço econômico real na proposta patronal. Embora as empresas tenham oferecido a reposição da inflação pelo IPCA e apresentado medidas relacionadas à jornada de trabalho, a categoria cobra ganhos reais, valorização salarial e melhorias mais amplas nas condições de trabalho.

Greve começa nesta quarta-feira

Com a rejeição da proposta, o Plano de Luta aprovado pelos trabalhadores foi colocado em prática. A paralisação terá início à meia-noite desta quarta-feira (3) e abrangerá diversas empresas do setor em várias regiões do Estado.

Entre as empresas e bases mobilizadas estão trabalhadores da Start Engenharia, Cosampa, Land Soluções, Conecta, B. Tobace, Engelmig, Alpitel, PSE Engenharia, Engeserv, Lig Comércio/Lig Vale e Manserv.

Em boletim distribuído à categoria, a direção sindical orientou os trabalhadores a não comparecerem ao trabalho durante o período da greve, destacando que a adesão ao movimento é fundamental para fortalecer a negociação coletiva.

Sindicato mantém disposição para negociar

O presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Annunciato, o Chicão, afirmou que a greve é resultado da falta de avanços nas negociações.

“A greve é consequência da falta de avanço das empresas. Seguimos abertos ao diálogo, mas com firmeza na defesa dos direitos e da valorização da categoria”, declarou.

A entidade informou que permanece aberta à negociação e que novas deliberações poderão ser convocadas a qualquer momento, dependendo do andamento das tratativas entre trabalhadores e empresas.

Enquanto isso, a categoria segue mobilizada em defesa de melhores condições econômicas, valorização profissional e avanços nas cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho.

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