
Trabalhadores das empreiteiras do setor elétrico se mobilizam para discutir a proposta que extingue a escala 6×1. Saiba mais!
A Campanha Salarial dos trabalhadores das empreiteiras do setor elétrico entra, nesta terça-feira (2), em uma etapa decisiva. Após semanas de mobilização, negociações e mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a categoria participará de assembleias para avaliar a nova contraproposta apresentada pelo Sindinstalação.
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A partir das 7 horas, os trabalhadores analisarão os termos protocolados pelo sindicato patronal na última sexta-feira (29) e definirão os próximos passos da campanha salarial. Entre os principais pontos da proposta está a extinção da escala 6×1, uma das principais reivindicações da categoria.
Durante as assembleias, o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo apresentará os detalhes da contraproposta, garantindo que os trabalhadores possam deliberar de forma democrática sobre sua aceitação ou rejeição.
A proposta prevê novos pisos salariais para a categoria:
- Ajudantes e administrativos, o piso passará para R$ 2.000,00 a partir de julho de 2026 e para R$ 2.100,00 em janeiro de 2027.
- Oficiais eletricistas terão piso de R$ 2.217,00 a partir de julho deste ano e de R$ 2.317,00 a partir de janeiro de 2027.
- Eletricistas de Linha Viva passarão a receber R$ 2.558,50 a partir de julho de 2026 e R$ 2.817,00 a partir de janeiro de 2027.
A contraproposta também estabelece uma referência de R$ 1.171,00 para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) nas empresas que não apresentarem programa próprio de participação ou produtividade.
Outro ponto importante é a alteração das regras do vale-alimentação. A proposta elimina definitivamente a cláusula que previa a perda do benefício em razão do excesso de atestados médicos. Caso aprovada, a perda do vale-alimentação ocorrerá apenas em situações de faltas injustificadas, conforme os critérios definidos na negociação.
Também está previsto o pagamento mensal do auxílio-refeição, além da renovação integral da Convenção Coletiva de Trabalho com aplicação do reajuste pelo IPCA.
No que se refere à jornada de trabalho, a proposta prevê a supressão da escala 6×1. Para viabilizar a transição, será estabelecido um período de adaptação de até 12 meses para empresas que possuem contratos junto às concessionárias e de até oito meses para aquelas sem contratos de concessão. O texto também prevê a possibilidade de adoção da escala 6×3, respeitados os limites legais de jornada.
As diferenças salariais decorrentes da negociação serão aplicadas a partir de 1º de julho de 2026, enquanto as demais diferenças econômicas serão quitadas em três parcelas.
Estado de Greve mantido
Enquanto a proposta é submetida à avaliação da categoria, permanece mantido o Estado de Greve até a audiência de conciliação marcada para as 17 horas desta terça-feira no TRT.
Caso a contraproposta seja rejeitada, os trabalhadores poderão deliberar pela retomada da greve a partir das 7 horas de quarta-feira (3), conforme prevê o Plano de Luta aprovado pela categoria.
Segundo Eduardo Annunciato, o Chicão, dos Eletricitários de São Paulo, o avanço das negociações é resultado direto da mobilização construída pelos trabalhadores ao longo de toda a campanha salarial.
“Agora chegou o momento de cada companheiro e companheira participar das assembleias, conhecer os detalhes da contraproposta patronal e decidir, democraticamente, os rumos da nossa luta”, afirmou.
Após a conclusão das assembleias, representantes do Sindicato retornarão ao TRT para comunicar oficialmente o resultado da votação e dar continuidade às negociações.
A direção sindical reforça a importância da ampla participação da categoria. “A decisão agora está nas mãos dos trabalhadores. É na assembleia que a categoria exerce sua força, demonstra sua unidade e define os rumos da campanha salarial”, destaca a entidade.
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