Os trabalhadores do Biocor/Rede D’Or intensificaram a mobilização após a empresa rejeitar a proposta apresentada pelo sindicato e pela FEESSEMG durante as negociações coletivas.
De acordo com Rogério Fernandes, presidente da FEESSEMG os trabalhadores defendem reajuste salarial de 6%, correspondente ao INPC, com aplicação retroativa a 1º de abril e incidência sobre salários de março deste ano.
“Apresentamos uma proposta responsável, que garante reposição salarial, melhora o vale-alimentação e preserva direitos importantes. A recusa da empresa mostra falta de valorização dos trabalhadores”, afirma Rogério Fernandes.
Além disso, a proposta previa vale-alimentação mensal de R$ 400, reajustado e sem natureza salarial, para ampliar o poder de compra dos profissionais da saúde.
Entretanto, de acordo com o sindicalista, a Rede D’Or/Biocor recusou a proposta construída para garantir valorização, melhores condições de trabalho e respeito aos trabalhadores da categoria.
“Os trabalhadores não aceitarão o desrespeito. Vamos ampliar a mobilização e mostrar que a categoria está unida na defesa de salários dignos e melhores condições de trabalho”, destaca Fernandes.
Anteriormente, os trabalhadores já haviam rejeitado uma oferta patronal de apenas 2% de reajuste, considerada insuficiente diante das necessidades econômicas enfrentadas pela categoria profissional.
Além dos pontos econômicos, a proposta dos trabalhadores mantinha direitos importantes, como hora extra de 75%, adicional noturno de 50%, banco de horas e auxílio-almoço.
Da mesma forma, permaneceriam garantidos vale-transporte, auxílio-creche, licença-paternidade, fornecimento de uniformes, comunicação de acidentes, controle da jornada e estabilidade para trabalhadoras gestantes também.
Rogério diz ainda que todas as cláusulas sociais foram mantidas até a 33ª cláusula, preservando conquistas consideradas essenciais para os profissionais do hospital durante negociações.
“Diante da falta de acordo, a categoria organiza uma grande paralisação para 14 de julho, a partir das 18 horas, diante do hospital”, informa o dirigente sindical.
A mobilização, de acordo com Rogério, ocorrerá na entrada da Rua da Paisagem. “Pretendemos demonstrar a força e a unidade dos trabalhadores diante da postura adotada pela empresa”, afirmou.
“Os profissionais enfrentam baixos salários, riscos ocupacionais e grande responsabilidade para garantir atendimento de qualidade aos pacientes diariamente”, completou.
O sindicalista convocou trabalhadores, amigos e familiares para participar da manifestação e fortalecer a pressão por avanços na negociação do Acordo Coletivo da categoria.
“Sem diálogo e acordo, a categoria continuará mobilizada para defender valorização salarial, benefícios e condições dignas de trabalho no hospital”, garantiu o sindicalista.

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