PUBLICADO EM 28 de ago de 2026

SINTETEL e FENATTEL rejeitam proposta de PPR da Claro

SINTETEL e FENATTEL rejeitam proposta de PPR 2026 da Claro e defendem programa único, metas alcançáveis e negociação separada do ACT

SINTETEL e FENATTEL rejeitam proposta de PPR da ClaroO SINTETEL e os sindicatos filiados à FENATTEL rejeitaram, nesta quarta-feira, 26 de agosto, a proposta apresentada pela Claro para o PPR 2026.

Durante reunião online, a empresa apresentou aos representantes sindicais os indicadores, resultados acumulados até junho e projeções previstas para diferentes segmentos da companhia neste ano.

Segundo os números apresentados, a Claro Brasil alcançou resultado de 57,30%, com projeção de pagamento equivalente a 2,06 salários aos trabalhadores abrangidos pelo programa.

Além disso, Grandes Empresas e Governo registrou 69,60%, projetando 2,51 salários, enquanto Consumo mais PME atingiu 45,10%, com previsão correspondente a 1,62 salário.

Por sua vez, o segmento PME apresentou resultado de 50%, com projeção equivalente a 1,80 salário, conforme os indicadores apresentados pela empresa durante negociação.

A proposta também prevê pagamento aos trabalhadores ativos e desligados em junho de 2027, além da manutenção das demais cláusulas atualmente vigentes no programa.

Entretanto, executivos ocupantes de cargos de gerente sênior ou superiores que pedirem demissão não terão direito ao benefício, conforme proposta apresentada pela própria Claro.

PPR único para trabalhadores

Após analisar os pontos apresentados, a bancada sindical rejeitou a proposta porque considera que o atual modelo estimula divisões entre trabalhadores da mesma empresa atualmente.

Segundo as entidades, a segmentação dos resultados por áreas de negócios e regiões permite pagamentos diferentes aos trabalhadores, apesar da contribuição coletiva para desempenho empresarial geral.

Por isso, SINTETEL e sindicatos filiados à FENATTEL defendem um programa único, capaz de reconhecer igualmente o esforço dos trabalhadores das diferentes áreas da empresa.

Na avaliação sindical, o modelo unificado fortalece o engajamento coletivo, valoriza esforços conjuntos e permite compartilhar os resultados alcançados de maneira mais justa entre todos.

Além disso, as entidades consideram o modelo atual uma distorção, pois todos os trabalhadores contribuem direta ou indiretamente para construir os resultados finais da Claro.

Bancada reivindica negociação separada do ACT

A bancada sindical também reivindica que Claro negocie separadamente o PPR e o Acordo Coletivo de Trabalho, considerando características específicas de cada discussão trabalhista.

Segundo os sindicatos, as negociações precisam ocorrer em mesas independentes, evitando que um dos assuntos seja utilizado como moeda de troca durante discussão do outro.

Sindicatos cobram metas mais alcançáveis

Além disso, os representantes dos trabalhadores questionaram o rigor dos indicadores estabelecidos pela Claro e cobraram critérios mais equilibrados para alcançar as metas previstas atualmente.

Nesse sentido, a bancada reivindica que a empresa revise os indicadores e estabeleça objetivos compatíveis com a realidade enfrentada pelos trabalhadores durante suas atividades profissionais.

O SINTETEL e a FENATTEL afirmam que continuarão defendendo um PPR justo, transparente e efetivamente atingível, capaz de valorizar trabalhadores sem provocar divisões internas desnecessárias.

Afinal, as entidades consideram a Participação nos Resultados uma ferramenta importante para reconhecer trabalhadores que contribuem diariamente, com esforço coletivo, para o desempenho da empresa.

Por fim, as negociações continuarão em nova reunião, ainda sem data definida, enquanto SINTETEL e FENATTEL manterão os trabalhadores informados sobre os próximos desdobramentos.

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