
O CNTI 80 anos discute o futuro do sindicalismo em meio a transformações sociais e econômicas do trabalho.
Com o tema “O Sol que iluminou 80 anos de lutas agora gera a energia do nosso futuro”, o encontro reuniu 288 delegados, além de representantes de federações e sindicatos de diferentes regiões do País.
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A programação combinou balanço histórico, análise da conjuntura e formulação de diretrizes para a atuação do sindicalismo industrial diante das transformações econômicas, sociais e tecnológicas que afetam o mundo do trabalho.
Durante a programação, representantes do Sindicato dos Eletricitários, incluindo o presidente, Eduardo Annunciato, “Chicão”, que também é secretário de formação da CNTI, acompanharam debates sobre as principais demandas da classe trabalhadora, trocaram experiências e contribuíram para a construção de estratégias conjuntas voltadas à valorização profissional, à defesa dos direitos trabalhistas e à melhoria das condições de trabalho.
A participação em uma atividade de abrangência nacional também possibilitou ampliar o diálogo com sindicatos e federações, acompanhar as discussões de interesse da categoria e fortalecer a unidade do movimento sindical.
Carta de Luziânia atualiza plataforma da CNTI
Entre as principais deliberações do encontro esteve a aprovação da Carta de Luziânia, documento que atualiza as formulações da CNTI dez anos depois da publicação da Carta de Brasília, aprovada em 2016.
O texto apresenta um diagnóstico crítico das transformações ocorridas na última década e aponta desafios como a sustentabilidade financeira das entidades sindicais, a defesa do Direito Coletivo do Trabalho, a precarização das relações laborais, os impactos da inteligência artificial, a disseminação da desinformação e as mudanças climáticas.
Entre as diretrizes estabelecidas estão o fortalecimento da formação sindical e da educação popular, a atualização programática da entidade, a participação no debate eleitoral de 2026 e a defesa de contrapartidas sociais para os investimentos públicos na Indústria 4.0.
A Carta também defende a redução da jornada sem redução salarial, o direito à desconexão e a adoção de políticas voltadas à igualdade de gênero e raça e à renovação geracional do movimento sindical.
O documento destaca ainda iniciativas desenvolvidas pela CNTI, como a usina fotovoltaica e o Centro de Experimentação com Remineralizadores e Agroecologia Socioprodutiva, instalado no CTE de Luziânia. Ao final, reafirma o compromisso da Confederação com a democracia política, a soberania nacional e a justiça social.
Moção de apoio à reeleição de Lula
No encerramento da plenária, os delegados aprovaram, por unanimidade, uma Moção de Apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à sua reeleição.
O documento manifesta “apoio total e irrestrito à reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva” e relaciona essa posição à defesa da democracia, da soberania nacional, dos direitos sociais e de um projeto de desenvolvimento baseado no fortalecimento da indústria brasileira, no trabalho decente e na valorização da produção e do conteúdo nacionais.
A moção integra o conjunto de deliberações políticas aprovadas pela plenária e explicita o posicionamento da CNTI para o processo eleitoral de 2026.
Homenagem a José Calixto Ramos e posse da nova direção
O encerramento também foi marcado por uma homenagem a José Calixto Ramos, dirigente histórico da CNTI. Suas filhas receberam uma placa em reconhecimento à trajetória do sindicalista e à contribuição deixada por ele para o movimento dos trabalhadores da indústria.
Na sequência, ocorreu a posse política da nova diretoria da Confederação, presidida por José Reginaldo Inácio, com a entrega dos diplomas aos dirigentes.
A cerimônia marcou a continuidade da direção da CNTI no ciclo em que a entidade celebra oito décadas de existência e projeta sua atuação diante das transformações econômicas, tecnológicas e sociais.
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